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Saulo Bueno fala sobre desenvolvimento pessoal e assuntos do cotidiano
Líderes ansiosos: baixo desempenho no ambiente de trabalho
Líderes ansiosos: baixo desempenho no ambiente de trabalho
Mentes ansiosas são funcionárias assíduas sempre dispostas a fazer hora extra. Trabalham incansavelmente prevendo situações, boas ou ruins, que, muitas vezes, não dão um mínimo sinal de acontecer. Não é à toa que até a pouco tempo o currículo de muita gente continha a palavra ansiedade no campo de defeitos a serem melhorados. Muitos profissionais se consideram ansiosos por natureza e buscam alguma maneira de lidar com esse angustiante sentimento, mas, quando falamos de chefes e líderes assim, os problemas podem ser piores: surgem situações de pressão que colocam todo o desempenho da equipe em jogo.
Desde uma tarefa que precisa ser executada por etapas e com atenção a um negócio a ser fechado, não existe proatividade que resista a um líder que teima em colocar o carro na frente dos bois. O ambiente de trabalho vira um campo de batalha onde os funcionários se desgastam para aguentar a falta de paciência do chefe. Consequentemente, os efeitos da ansiedade prejudicam o cronograma das atividades, geram um alto volume de ações não acabadas e propiciam o surgimento de erros em efeito cascata. Perdem os funcionários, perde o líder, perde a empresa. A performance de todos vai por água abaixo. E se o gestor que comanda o time não for alertado sobre seu comportamento imaturo o inevitável pode acontecer: a equipe tende a sucumbir.
Sucumbir pela falta de resiliência de seu líder em lidar com a demanda da empresa, dos diretores, dos clientes e do mercado. Pela ausência de controle emocional, equilíbrio e visão sistêmica esperados de um gestor eficaz. Mas só não existe solução para a morte. Ações tão simples como um check-list, reuniões de alinhamento, exercícios físicos e até mesmo meditação podem contribuir para aliviar a ansiedade e garantir a produtividade de maneira saudável. Livros e palestras de autoajuda que prometem atenuar a ansiedade podem ser encontrados aos montes por aí, vale a pena analisar. Só não vale comprometer o direito dos colaboradores liderados a terem um ambiente saudável. Até porque ser ansioso não é um pecado incurável. Pecado é deixar nossa própria inquietação roubar a paz alheia.
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