ConverGente
Saulo Bueno fala sobre desenvolvimento pessoal e assuntos do cotidiano
Status: uma busca prejudicial
Status: uma busca prejudicial
Levar a vida financeira nos trilhos é um árduo desafio, especialmente quando somos público-alvo de uma avalanche de propagandas nas mídias e redes sociais. Liquidações, promoções de compre e ganhe, ofertas que surgem em nossa timeline e sugestões de produtos que parecem cair como uma luva em nosso perfil. Fica difícil ter inteligência emocional e financeira para resistir a tanta vontade de comprar.
Mas o problema não está só no consumismo: muitas vezes nosso bolso não está cheio o suficiente para bancar os caprichos com os quais nos iludimos. Entre compras compulsivas e gastos sem moderação, resta uma conta que não fecha. A busca por status, um desejo alimentado pelos influencers digitais, acaba virando uma obsessão.
É exatamente isso que ocorre nos bastidores do nosso feed de notícias. Grandes marcas atuam full time para garantir que a gente caia na tentação. Compramos já pensando na postagem e na quantidade de curtidas, comentários e directs. Foi assim desde os primórdios da indústria de consumo. Por que seria diferente agora, quando temos a internet e vários seguidores na palma das mãos?
Quanto mais influenciados formos, maiores serão as chances da gastarmos o que temos - e o que não temos - para obtermos aprovação. Esse comportamento cria, involuntariamente, pessoas escravas do desejo de comprar. O resultado é um equilíbrio financeiro comprometido, além dos distúrbios psicológicos que podem aparecer como consequência.
Ansiedade, depressão, dependência e fragilidade emocional. Isso ocorre quando as pessoas insistem em comparar suas vidas com o que veem na internet: a ideia de que a vida alheia é perfeitamente feliz, de que para isso é preciso comprar todas as novidades e de que ninguém tem problemas. Basta um déficit em nossa capacidade analítica para acreditarmos neste conto de fadas. Viramos presas fáceis buscando um modelo de vida inexistente no mundo real.
A partir daí, só futilidades. Do equilíbrio, o descompasso. Da sensatez, a irracionalidade. Passamos a viver a vida que os outros idealizam, não a que deveríamos construir. Nos importamos mais com a roupa de marca e o celular de última geração. Esquecemos que a busca pelo status, mais cedo ou mais tarde, vai botar tudo a perder. Se não reagirmos a tempo nossa personalidade, formada pela essência do que somos, estará em segundo plano comandada pelos caprichos da ambição.
SIGA O SAULO NAS REDES SOCIAIS: Facebook | Instagram
comentários Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para o Artigo. Seja o primeiro!

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2020 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia