Editorial
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Encarando o problema de frente
Encarando o problema de frente
Lençóis Paulista encerra a semana com cerca de 700 testes realizados para identificar casos de Covid-19, número que representa algo em torno de 1% da população, estimada em 70 mil habitantes, segundo o IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, a cidade figura entre as principais da região em índice de amostragem. No topo da lista se considerada a proporção populacional.
A tendência deve se manter nas próximas semanas, visto que a Prefeitura deve ampliar a testagem em massa para parcela assintomática da população, com a aplicação de pelo menos mais 3 mil testes. Isso não significa que o número de casos, que nos últimos 10 dias teve um salto de 10 vezes, continuará aumentando, mas é provável que sim, já que especialistas estimam que até 80% dos infectados não apresentem sintomas.
Esta questão, porém, é secundária. Seria ótimo que o número de casos se mantivesse estável, mas se isso representasse a situação real, o que não é o caso. Muitos municípios têm ignorado a testagem, agravando o problema da subnotificação. O que tem se criado em diversos locais é a falsa sensação de segurança. Com poucos casos nos boletins oficiais, a população cada vez mais ignora as medidas de prevenção.
O mesmo raciocínio foi seguido pelo secretário de Saúde local, Ricardo Conti, que em entrevista publicada nesta edição classificou a postura adotada por alguns municípios como “empurrar a sujeira para debaixo do tapete”. O que se espera de gestores públicos é que os problemas sejam encarados de frente, mas o que se vê é displicência. A conta uma hora chega, e com juros. E quem paga é sempre o cidadão.
Também é preciso dizer que nada disso seria necessário se a maioria da população estivesse respeitando as recomendações das autoridades. A disseminação do vírus só ocorre pelo desrespeito ao isolamento, às barreiras sanitárias, ao não uso de máscaras. Ainda temos muito o que aprender enquanto sociedade. Muitos de nós, políticos ou não, seremos vítimas de nossa própria ignorância.
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