Terceira Coluna
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REMOTA
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tem quebrado muitos paradigmas na sociedade, obrigando cada segmento a se reinventar para manter suas atividades. A Câmara Municipal de Lençóis Paulista experimentou um pouco disso na última segunda-feira (18), com a realização da primeira sessão remota de sua história, da qual os vereadores participaram diretamente de suas casas.
VÍRUS
A motivação para a implantação repentina da novidade tecnológica foi o fato de o vereador Manoel dos Santos Silva, o Manezinho (PSL), ter sido diagnosticado com Covid-19. O sinal de alerta foi reforçado por suspeitas de infecção do vereador Luiz Gonzaga da Silva, o Luizinho do Açougue (PL), e de um assessor sempre presente nas reuniões do Legislativo.
TUDO CERTO
Manezinho foi hospitalizado na quinta-feira (14) e permaneceu quase uma semana internado no Hospital Nossa Senhora da Piedade. Recebeu alta na quarta-feira (20) para seguir com a recuperação em isolamento domiciliar. Luizinho do Açougue revelou que passou por atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e que estava apenas com uma gripe forte. Já o assessor teria testado negativo.
LYSOFORM
O único que marcou presença na Sala de Sessões Mário Trecenti foi o presidente Nardeli da Silva (DEM), que, aliás, parece ter sido acometido não pelo coronavírus, mas por alguma espécie de fobia pelo risco de infecção. O melhor companheiro do vereador nos últimos dias tem sido seu borrifador carregado de Lysoform. Como dizia o ditado, é melhor prevenir do que remediar.
1, 2, TESTANDO
Voltando à sessão, Nardeli comandou os trabalhos auxiliado por alguns servidores da Casa de Leis, que também teriam sito testados, mas os resultados não foram divulgados. Os demais, obviamente com a exceção de Manezinho, acompanharam os trabalhos no conforto de seus lares, alguns demonstrado mais familiaridade com a nova tecnologia. Outros ‘apanhando’ um pouco para lidar com a nova ferramenta.
TEM QUE MELHORAR
É obvio que, por ter sido a primeira sessão realizada desta forma, era esperado que nem tudo saísse tão bem, mas as falhas técnicas foram um pouco acima da média, principalmente em relação às oscilações de conexão com a internet. Para a semana que vem tudo deverá ser revisto para não comprometer o andamento da sessão, principalmente para quem acompanha.
LIBERA
O que de mais relevante foi tratado na sessão foi uma reivindicação de mototaxistas da cidade, que teriam procurado alguns vereadores para pedir o fim da obrigatoriedade dos cursos durante a pandemia. A justificativa é que os órgãos responsáveis pelas certificações estão com as atividades paralisadas. Além disso, com a crise econômica que deve se instalar nos próximos meses, muitos entendem que é prudente facilitar.
SEM CRISE
O assunto deve ser analisado pelo prefeito Anderson Prado de Lima (DEM) e sua equipe, aos quais caberá elaborar, se assim julgarem necessário, um Projeto de Lei para apreciação dos vereadores. Pelos discursos da segunda-feira, não deve haver objeção quanto a isso. Há consenso em relação à necessidade de facilitar as coisas em tempos de insegurança no campo da economia.
CORTE
Na próxima semana, um dos destaques deve ser a proposta de redução salarial dos vereadores, que deve dar entrada para apreciação em regime de urgência. A redução deve ser de 25% enquanto estiver vigente a situação de calamidade ou emergência. O texto, porém, não trata de outras medidas, como a redução, no mesmo percentual, de gratificações a servidores e salários de assessores, como havia sido antecipado.
DEVAGAR
Também não há novidade sobre a migração da sede administrativa do Legislativo do Palácio de Vidro para o prédio do CEC (Centro de Atendimento ao Cidadão), que já foi doado pela Prefeitura Municipal. Em entrevista recente ao Jornal O ECO, Nardeli afirmou que tentaria fazer as adaptações necessárias para a mudança sem ter que contratar terceiros. Isso deve gerar economia, mas talvez atrase os planos.
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