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Mal utilizado, Ecoponto vira lixão a céu aberto
A menos de 500 metros de novo terminal rodoviário, local têm sido usado para o descarte irregular de lixo doméstico
Mal utilizado, Ecoponto vira lixão a céu aberto
LIXO - Lugar que deveria receber entulho e poda de árvore vira lixão - GABRIEL COCHI
O problema não é novo, tampouco desconhecido, tendo em vistao quanto o tema já foi debatido aqui mesmo nas páginas do Jornal O ECO, porém, por mais que se aborde o assunto e insista na conscientização, pessoas continuam descartando lixo em lugares impróprios. Algo incompreensível diante de todos os impactos que isso causa, inclusive a quem comete tal descaso. A reclamação desta vez, enviada por um leitor pelo WhatsEco (14 99888 3311) , é em relação à situação dos Ecopontos de Lençóis Paulista, que, utilizados inadequadamente, têm se transformado aos poucos em verdadeiros lixões a céu aberto. Um risco para a saúde e para o meio ambiente também.
Criado para tentar solucionar o problema do descarte inadequado de certos materiais, mais precisamente pequenas concentrações de entulho e podas de árvores, os Ecopontos têm sido usados frequentemente para o descarte inadequado de lixo doméstico e até industrial.
No Ecoponto do Jardim das Nações existe um cenário preocupante. No local, é possível encontrar todo tipo de materiais, desde recicláveis, roupas e calçados velhos, até recipientes com produtos tóxicos como tintas e solventes, pilhas, lâmpadas fluorescentes, sucata de equipamentos eletrônicos, entre tantas outras coisas que não deveriam ter sido descartadas ali. No Ecoponto do Jardim Primavera a situação é a mesma.
Durante o tempo que permaneceu no local, a reportagem de O ECO flagrou ao menos cinco veículos parando para descartar materiais. Em um dos casos, inclusive, a caçamba de uma pick-up continha lixo doméstico, que só não foi deixado ali pela presença da equipe.
Apesar do problema, o diretor de Agricultura e Meio Ambiente, Benedito Luiz Martins, não acredita que a criação dos Ecopontostenha sido um erro. Segundo ele, o local também traz benefícios. "Antes, a gente tinha cerca de 40 pontos onde acontecia o descarte inadequado de todo tipo de materiais. hoje nós temos três ou quatro pontos. Os Ecopontos, de fato, não resolveram o problema, mas isso se deve à utilização inadequada pela população", destaca o diretor que explica que duas vezes por semana uma equipe da prefeitura vai até o local fazer a limpeza, mas o trabalho não é suficiente frente ao grande volume de materiais descartados, como mostram as fotos que ilustram esta reportagem.
SEM FISCALIZAÇÃO
Se uma pessoa for flagrada jogando lixo em locais impróprios pode sentir no bolso as consequências. A prática pode acarretar em multa de R$ 100 a R$ 10 mil para quem cometer a infração, de acordo com o decreto 314/2014 que regulamenta a Lei Municipal 2911/2001.
Martins ressalta que diversas medidas já foram estudadas para identificar e punir os infratores, como por exemplo, a instalação de câmeras e uma fiscalização mais rigorosa. O diretor reconhece que a responsabilidade da Prefeitura é fiscalizar e adotar medidas mais enérgicas em relação a aplicação das multas, entretanto, para ele deve haver uma mudança de postura da população.
"Todo mundo conhece os problemas decorrentes desse tipo de ato, principalmente no que diz respeito à dengue e outras doenças. Não é uma questão de falta de informação. Tem que haver uma mudança de postura por parte das pessoas. É questão de consciência", frisa.
QUANTIDADE
Até o ano passado eram quatro Ecopontos em Lençóis Paulista, um na rua Colômbia, atrás do Senai, um na rua Luiz Boso, no Jardim Primavera, um atrás da horta comunitária da Cecap e um no Jardim Itamaraty, no final do Parque do Povo. Os dois últimos foram desativados. Segundo Martins, porque estavam instalados em propriedades privadas.
A diminuição dos locais resultou na concentração do descarte, porém, para o diretor, o problema não existiria se população utilizasse o local adequadamente. "Apenas resíduos de podas de jardim e entulho doméstico, desde que não ultrapassem um metro cúbico, podem ser descartados nos Ecopontos", esclarece o diretor, que explica que o que exceder esse volume deve ser destinado à Associação dos Transportadores de Entulho e Agregados de Lençóis Paulista (Atealp) que, desde o dia 1º de dezembro do ano passado é responsável pela triagem e processamento desses tipos de materiais na Usina de Processamento de Resíduos da Construção Civil, que funciona junto à Usina de Reciclagem do município.
PROJETO
Martins adianta que está em andamento a construção de um Ecoponto modelo na Cecap em uma área fechada e com fiscalização permanente para impedir o uso incorreto do local. A ideia é que o mesmo sistema seja implantado no Jardim das Nações, que continuará com o Ecoponto até mesmo após a conclusão do no Terminal Rodoviário, que está sendo construído há cerca de 400 metros. Já a situação do Jardim primavera deve ser estudada. A ideia, na verdade, vem desde o ano passado, mas devido aos cortes de recursos não foi implementada.
FALTA DE CONSCIÊNCIA
Martins lembra que existem serviços e pontos de coleta para praticamente todos os tipos de materiais e não é admissível que os Ecopontos sejam usados para o descarte irregular de lixo.
Além da coleta regular que abrange todos os bairros, por meio da parceria com a Cooperativa de Reciclagem de Lençóis Paulista (Cooprelp) e a Associação dos Deficientes Físicos de Lençóis Paulista (Adefilp), a prefeitura mantém o Projeto Cidade Limpa e Solidária, que realiza a coleta seletiva nas residências e nas empresas da cidade.
Para evitar o descarte em locais inadequados, ele acrescenta que também existe o serviço de coleta de inservíveis nas residências mediante agendamento. As solicitações devem ser feitas na Diretoria de Saúde pelo telefone (14) 3263-0020. Todos os pedidos são encaminhados à Diretoria de Meio Ambiente, que faz a coleta três vezes por semana.
Existe ainda mais de 60 locais para coleta de pilhas e baterias, e outros tantos para o descarte de lâmpadas fluorescentes.
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