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Lençoenses participam de Circuito da Queima do Alho
Evento dedicado à culinária tropeira acontece na Facilpa no dia 21; 50% da renda vai para vítimas da enchente
Lençoenses participam de Circuito da Queima do Alho
COMITIVA - Janta Sertaneja conquistou o terceiro lugar em evento em Bauru
No próximo domingo, dia 21 de fevereiro, a partir das 10h, o recinto de exposições José Oliveira Prado (Facilpa), em Lençóis Paulista, recebe a primeira das seis etapas do Circuito Centro-Oeste Paulista da Queima do Alho, um concurso culinário onde os participantes, reunidos em comitivas, têm como objetivo preparar a melhor refeição à moda tropeira no menor espaço de tempo possível. A avaliação é feita por uma comissão julgadora, porém, as pessoas que participam como expectadoras, têm a oportunidade de provar cada uma das receitas, fato que tem deixado muita gente com água na boca com antecedência.
O cardápio é composto por quatro diferentes pratos que representam a culinária tropeira: o arroz carreteiro, o feijão gordo, a paçoca de carne seca e o churrasco no arado. Tiago Pescara é um dos integrantes da “Janta Sertaneja”, que ao lado da “Na Brasa” representa Lençóis entre as cerca de 15 comitivas participantes. Ele conta que a ideia de criar a comitiva surgiu a partir de uma confraternização realizada por um grupo de amigos.
“A gente já se reunia em um sítio há cerca de cinco anos para uma janta sertaneja. A comida tropeira sempre foi uma das preferências do pessoal. Em setembro, em um desses encontros, surgiu a ideia de criar a comitiva para participar de um evento de Queima do Alho em Bauru. Adotamos o nome “Janta Sertaneja”, fizemos as camisas e nos inscrevemos. Não tínhamos pretensão alguma, fomos só por diversão, mas acabamos ficando em terceiro lugar”, conta.
Além de Pescara, a comitiva é formada por outros seis integrantes: Helton Domingues, Marcos Pereira, Israel Souza, Tiago Garcia, Sidney Angélico e Luiz Pavanelli. Pescara conta que cada um tem uma especialidade na cozinha. “O Israel é o cara do feijão gordo; o Helton manda bem no arroz tropeiro, já eu estou começando a me especializar em picar os ingredientes”, brinca.
RENDA
Segundo Reinaldo Crescione, um dos organizadores do Circuito Centro-Oeste Paulista da Queima do Alho, após o drama causado pela enchente que atingiu Lençóis Paulista no dia 13 de janeiro, a etapa local, que já tinha data definida há cerca de três meses, chegou a ter o cancelamento cogitado, porém, ao invés disso, a organização decidiu usar o evento para contribuir de alguma forma com as famílias atingidas.
“Conversamos com o pessoal da Assistência Social e ficamos sabendo da arrecadação em dinheiro que estava sendo feita para ajudar as vítimas. Resolvemos destinar parte dos lucros do evento para a causa e, além disso, faremos uma campanha de arrecadação de leite longa vida, que é uma das necessidades que ainda existem”, explica.
50% da renda líquida da festa será depositada na conta do Fundo Social de Solidariedade do município. As arrecadações de leite serão encaminhadas à Assistência Social para a destinação mais adequada.
ORIGEM
A culinária tropeira tem sua origem no cotidiano das antigas comitivas de boiadeiros, que percorriam grandes distâncias com seus rebanhos em direção às cidades onde tradicionalmente encontravam-se os polos de comércio de gado.
As jornadas eram cansativas e, por conta disso, as refeições precisavam ser bem reforçadas. Os peões se revezavam no preparo, porém, os que não levavam jeito deixavam a comida toda queimar, o que era motivo de piada entre a comitiva. A expressão “queimar o alho”, aliás, surgiu a partir das brincadeiras que ocorriam a cada dia, quando, perto da hora do almoço, sempre alguém perguntava quem iria queimar o alho.
A cidade de Barretos, no norte do estado de São Paulo era um dos destinos dessas comitivas. Lá muitas delas se encontravam. Nos raros momentos de confraternização entre uma jornada e outra os peões começaram a disputar quem cozinhava melhor e mais rápido. Nascia assim o concurso da Queima do Alho, que se tornou, inclusive, uma das atrações mais populares da tradicional festa do peão da cidade.
PREMIAÇÃO
A avaliação será feita por uma comissão formada por quatro juízes, que julgarão individualmente cada prato sem ter conhecimento da comitiva de origem. Durante o evento, dois fiscais também acompanham o preparo da comida para garantir o cumprimento do regulamento.
Em cada uma das cinco primeiras etapas, as três melhores comitivas recebem troféu, medalhas e premiações em dinheiro, R$ 600, R$ 300 e R$ 100, respectivamente. Na etapa final, após a contabilização dos pontos do ranking geral, as primeiras colocadas faturam, além dos troféus e medalhas, uma moto zero km, R$ 1000, e R$ 500, respectivamente.
Um dos destaques da etapa de Lençóis é a comitiva “Clube dos Amigos”, de São Paulo, que é a atual campeã do Circuito Nacional da Queima do Alho. 
 
SERVIÇO
Os ingressos para a Queima do Alho custam R$ 20 (1º lote) e podem ser encontrados na Beer Fest, Ida Presentes, Auto Posto Avenida e Container, em Lençóis e na Texas Ranch e Jô Calçados, em Bauru. Crianças até 10 anos não pagam. No valor está incluso o almoço à vontade (em quantas comitivas quiser). Bebidas serão vendidas separadamente. A animação da festa é por conta da dupla lençoense Nino & Fernando, Max Nascimento, Júlia Nunes, entre outros. 
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