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‘Extremo climático causou tragédia’, diz chefe da Defesa Civil
Coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira disse que chuvas severas têm devastado várias cidades no Estado
‘Extremo climático causou tragédia’, diz chefe da Defesa Civil
DEBAIXO D'ÁGUA - Enchente foi a maior da história de Lençóis
O coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, disse que a pior enchente que Lençóis Paulista têm notícia foi causada pelo o que os meteorologistas chamam de extremo climático. No caso de Lençóis e região, foi uma chuva intensa e concentrada em poucas horas que atingiu a região centro-oeste do Estado de São Paulo. Segundo dados, choveu em sete dias o esperado para o mês todo. “Esses extremos climáticos estão se tornando cada dia mais comuns no nosso Estado. Nós tivemos um tornado em Taquarituba que causou um prejuízo de R$ 100 milhões”, lembrou.
Para se ter uma ideia, só entre a manhã de terça-feira, 12, até a manhã de quarta-feira, 13, choveu 260 milímetros na região de Borebi, dos quais 200 milímetros só na noite de terça-feira, segundo dados da Ascana. Já entre o dia 8 e 14, o acumulado era de 476 milímetros naquela região (veja quadro abaixo com dados de toda região).
De acordo com o diretor do SAAE e coordenador da Defesa Civil de Lençóis, José Antonio Marise, a chuva intensa provocou o rompimento de mais de 16 represas entre Agudos e Lençóis Paulista, passando por Borebi, o que provocou um aumento de mais de 4,5 metros da calha do Rio Lençóis e seus afluentes, afetando mais de 800 pessoas em Lençóis.
O Coronel Oliveira disse que o estrago foi grande em toda região. “Em Lençóis nós temos sete pontes que estão submersas, eu tive cidades que perderam 12 pontes em uma única chuva, nós tivemos morte em Pederneiras, ou seja, situações que nós não desejamos, fruto de um extremo climático que nós não desejamos e que estamos vivendo com mais frequência. No ano passado o problema grave era a seca, a pior dos últimos 84 anos. Agora temos uma situação de chuva em que há muito tempo não acontece, o registro histórico disso não se tem do ponto de vista da memória”, declarou.
No momento da entrevista dada pelo coronel à reportagem de O ECO, ainda não se tinha notícia da morte de Jean Miguel Batista Pereira, 28 anos, que foi encontrado por volta das 11h de quinta-feira, 14, boiando no Rio Lençóis, na região do Jardim Primavera. Essa morte torna ainda pior a tragédia que destruiu casas, móveis e eletrodomésticos, desalojou pessoas e devastou praticamente todo o comércio entre a avenida 25 de Janeiro e a rua 15 de Novembro.
Diante dessa situação, a prefeita Bel Lorenzetti (PSDB) decretou na tarde de quinta-feira situação de calamidade pública. A cidade já estava em situação de emergência. “De um lado a gente progrediu com as ações que foram desenvolvidas desde a noite de terça-feira até hoje – sexta-feira – e temos esperança que as coisas vão melhorado conforme as água baixam gradativamente. Mas a chuva continua, ou seja, existe previsão, então de um lado estamos trabalhando do lado da prevenção e de outro atendendo as pessoas que foram atingidas, que essa é uma prioridade agora. Penso agora que o cenário que fica na mente e na vida das pessoas é onde nós temos que atuar agora”, diz a prefeita.
Recursos
O coronel Oliveira disse que sua presença, além de colocar a Defesa Civil do Estado para auxiliar no socorro às vítimas da enchente, servia também para orientar a prefeitura na elaboração da documentação para que o Estado de Emergência ou Calamidade seja aprovado. Dessa forma, Lençóis pode acessar recursos estaduais e federais para a recuperação de estradas, pontes entre outros prejuízos de infraestrutura causados pela enchente.
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