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João da Banca morre aos 73 anos
Criador da Lençóis Revistas, João dedicou a vida toda à banca que foi referência na cidade e região
João da Banca morre aos 73 anos
TRISTEZA - Familiares e amigos se despedem de seo João Domingues (Foto: Elton Laud)
Lençóis Paulista perdeu esta semana certamente um dos grandes personagens de sua história, o comerciante João Domingues, que faleceu de causas naturais em sua residência no final da tarde de segunda-feira (15), aos 73 anos. Seo "João da Banca", como era carinhosamente conhecido pelos clientes, dedicou boa parte de sua vida ao comércio lençoense. Esteve à frente da Lençóis Revistas por quase 40 anos, sempre com a ajuda da inseparável dona Elisabete Victório Domingues, com quem foi casado por 48 anos.
O casal foi, durante muito tempo, o grande elo entre os leitores lençoenses e as grandes publicações de circulação nacional, que chegavam a cidade através da Lençóis Revistas, que além de banca era uma representante credenciada por grandes editoras, como a Abril, que por diversas vezes concedeu premiações à banca como reconhecimento pelas vendas e dedicação à atividade.
"Como comerciante, meu pai foi uma referência em sua área. Era muito organizado e dedicado em tudo o que fazia e isso refletia nos negócios. Como pai, não foi diferente. Sempre foi muito correto e íntegro. Um grande exemplo para mim. Aprendi tudo com ele e espero conseguir passar os mesmos valores para as minhas filhas", ressalta o filho, João Thiago Domingues, de 32 anos.
É dificil encontrar na cidade alguém com mais de 30 anos que nunca tenha passado pela banca do seo João, na Rua 15 de Novembro, para comprar um jornal, inclusive o próprio Jornal O ECO, uma revista ou coisa do tipo. A Lençóis Revistas sempre foi uma referência. Sob o comando do casal, a banca funcionou entre 1975 e 2011, quando a família decidiu vendê-la.
Seo João foi querido por todos os que conviveram ao seu lado e motivo de inspiração para os comerciantes mais novos. Marinho Lima, da XV Calçados, trabalhou durante muitos anos ao lado da Lençóis Revistas e conta que não existia dia ruim para o vizinho de comércio. "Posso dizer que ele foi uma pessoa fantástica de se conviver. Extrovertido, de bem com a vida. Não tinha ruim para ele. Trabalhava incansavelmente e fez isso por quase 40 anos. Me inspirei muito nele como comerciante e como pessoa também", revela o amigo.
"Todos que o conheceram sabem como ele era cordato e dedicado. Foi uma pessoa de um caráter incomparável. Fui contemporâneo de escola dele e desde sempre ele foi querido pelos amigos. Uma pessoa maravilhosa", diz Roberto Sasso, que durante muitos anos também foi vizinho de seo João, que deixará saudades ao filho, netas e aos demais familiares e amigos, além, é claro, da grande companheira, dona Bete.
"Perdemos uma pessoa incrível. Não há o que falar de ruim dele. Foi um grande companheiro de vida. Uma pessoa sempre muito atenciosa e digna. Um exemplo de marido, pai, amigo, comerciante. Teve uma vida exemplar", destaca a viúva.
Seo João Domingues foi velado durante a noite de segunda e sepultado no início da tarde de ontem (16) no Cemitério Municipal Alcides Francisco.
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