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MP vai buscar casas para vítimas da enchente
Entre os dias 12 e 13 de janeiro choveu 39% a mais que no dia da enchente de 2011
O Ministério Público deve negociar com o Governo do Estado a construção de moradias para as famílias atingidas pelas enchentes do mês passado que vivem em área de risco. A informação foi anunciada no último final de semana pelo promotor de Justiça, Ricardo Kakuta.
Ele explicou que juntamente com a doutora Débora Orsi instaurou inquérito civil para apurar as responsabilidades da inundação que atingiu o Centro de Lençóis Paulista entre os dias 11 e 12 de janeiro, afetando cerca de 800 pessoas.
O promotor disse que algumas propriedade estão em área de preservação permanente, ou seja, em áreas que a legislação ambiental proíbe construções. "Nós pretendemos retomar tratativas com a CDHU (Companhia Habitacional de Desenvolvimento Urbano) para que possa haver disponibilidade de casas para as pessoas que residem na Vila Contente".  Acho que está mais do que claro que essa região (Vila Contente) será atingida quando houver chuva de maior intensidade", adiantou.
Kakuta disse que aguarda laudos das vistorias realizadas pelo DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica) nas represas que se romperam em Borebi para avaliar se a água represada contribuiu para transformar a enchente, na maior da história de Lençóis Paulista. "É cedo para nós avaliarmos o que as represas contribuíram para a enchente", disse, ao afirmar que pretende realizar uma audiência pública com as vítimas da inundação para esclarecer dúvidas dos moradores. Ricardo Kakuta também admitiu que a proibição de construção de represas também deverá ser um assunto amplamente debatido de agora em diante.
39% a mais
O promotor disse que além do inquérito civil para apurar as responsabilidades da enchente, instaurou um segundo inquérito para investigar os danos ambientais provocados pelo rompimento das represas, com base em laudo apresentado por Sidney Aguiar, graduado em gestão ambiental e pós-graduado em Engenharia Industrial.
De acordo com documento encaminhado ao Ministério Público, o acumulado de chuva de janeiro de 2016 foi menor que o mesmo período de 2011, quando ocorreu a penúltima enchente. Em compensação o acumulado das 48 horas dos dias 12 e 13 de janeiro de 2016 foi 39% maior que as precipitações registradas nos dias da enchente de 2011.
 
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