Publicidade
Publicidade
Publicidade
Sem lugar para ir, desalojados são acolhidos no Csec
Após perderem muitas de suas coisas, vítimas da enchente esperam voltar logo a suas casas e recomeçar
Sem lugar para ir, desalojados são acolhidos no Csec
SEM TETO - Csec recebeu desabrigados por causa da enchente
Segundo o levantamento da Defesa Civil do município, pelo menos 150 casas foram alagadas e cerca de 800 pessoas ficaram desalojadas. Muitos foram para casas de parentes e amigos e cerca de 100 pessoas (na tarde de ontem) estavam abrigadas no Ginásio de Esportes Archangelo Brega Primo, o Csec.
No local, segundo Beth Athanásio, diretora de Assistência e Promoção Social do município, eles recebem todo o atendimento necessário e têm uma mínima estrutura de acomodação, para dormir, tomar banho e fazer suas refeições. "É o mínimo que a gente pode fazer por essas pessoas que tiveram suas vidas todas desestruturadas. Tentamos dar aqui pelo menos um pouco de conforto nesses dias difíceis que já passaram e ainda nos que virão", ressalta.
'NÃO TEMOS PARA ONDE IR'
Entre os abrigados está o aposentado Maurício Anselmo Martins, de 70 anos, que teve que deixar a casa onde mora sozinho na Vila Capoani por volta das 13h de quarta-feira. Segundo ele, algumas pessoas ajudaram a retirar seus poucos pertences e levar para casa de um amigo. Sem ter para onde ir, ele conta que deve ficar no Csec até poder voltar para sua casa.
“A água lá ultrapassou 1,5 metro de altura. Nunca vi nada igual. Não sei quando vou poder voltar. É difícil para a gente que já é de idade. Mas não temos o que fazer nessas horas, só esperar”, diz.
A família da funcionária pública Lucélia de Andrade Dias, de 37 anos, que teve a casa no Jardim Primavera, onde mora com o marido e outros sete filhos, alagada na manhã de quarta-feira, também está no Csec. Ela conta que teve tempo de socorrer algumas coisas que levou para a casa de vizinhos e outras que foram com a família para o ginásio, mas muitos de seus pertences ficaram na casa, onde a água ultrapassou a linha da cintura. "O pior já passou. Agora a gente espera, o quanto antes, poder voltar para casa e retomar nossas vidas", comenta.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2017 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia