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Município libera até R$ 2 mil para compra de material e construção
Benefício no valor de até R$ 2.000 pode ser usado para a aquisição de materiais para a recuperação de imóveis
Município libera até R$ 2 mil para compra de material e construção
RECURSO - Petrina Correa Gaudêncio mostra onde água chegou em sua casa; valor é insuficiente, mas já é um começo, disse - (Foto: Tiago Moreno/O ECO)
O Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social de Lençóis Paulista definiu em sua última reunião os termos para oferecer o Auxílio-Material de Construção, para pessoas que tiveram seus imóveis afetados pela enchente dos dias 12 e 13 de janeiro de 2016. O Auxílio será concedido às famílias proprietárias de um único imóvel, atingido pela enchente e que nele reside, em valor não superior a R$ 2.000, que servirá para colaborar na recuperação de sua moradia.
O processo licitatório já foi finalizado pela Prefeitura. O recurso é oriundo do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social. Desta forma, quem foi atingido pela enchente poderá contar com o benefício convertido em itens básicos de construção, como areia, pedra britada, cimento, cal, tijolo baiano, ferro redondo, tinta esmalte, tinta látex, porta, piso cerâmico, argamassa, entre outros, ajudando na reconstrução de áreas danificadas.
A liberação do Auxílio-Material de Construção será feito após avaliação técnica e social. As famílias receberão um documento autorizativo, com todas as informações sobre o valor, procedimento e o local para a aquisição do material. As famílias poderão escolher os itens para a reconstrução de seus imóveis, dentre aqueles que constarem na lista de preços registrados pela Prefeitura Municipal.
A entrega do material deverá ser feita pela empresa contratada diretamente no imóvel afetado. Um servidor municipal fará o acompanhamento da entrega dos materiais, bem como sua conferência, à família afetada devendo ser obtido, no ato da entrega, a assinatura do beneficiado na nota fiscal.
Os interessados em obter o Auxílio-Material de Construção podem obter mais informações e cadastramento na Diretoria de Assistência e Promoção Social, que fica à Rua Inácio Anselmo, 329.
REPERCUSSÃO 
A destinação dessa ajuda é bem recebida pelas famílias de menos posse, mesmo que tenham perdido muito mais. Euclides Luiz, morador da Vla Contente, disse que perdeu guarda-roupa, televisão, cama, colchão, cadeiras, roupas e só conseguiu salvar a geladeira e o fogão. Embora a perda tenha sido grande, disse que R$ 2 mil já é um começo. Seu vizinho Antonio Gonçalves de Lima disse que também perdeu tudo e tem interesse na ajuda para recolocar no lugar aquilo que a água levou.
Petrina Correia Gaudêncio, outra moradora, mostra que a água subiu até a altura superior das janelas de sua casa, falou que “se a prefeitura der a ajuda eu pego, porque a minha casa vai ter de dar uma boa reforma; R$ 2 mil é pouco, mas já é alguma coisa, melhor do que nada”. 
Os moradores do bairro ainda desconheciam ontem quais os critérios da ajuda estabelecida pelo Município, mas tinham como consenso que é pouco em relação ao muito que se perdeu. 
O comerciante Carlos Roberto Benedito Ducceschi, dono de um pequeno mercado atingido pelas águas disse que antes de ter de ajudar, melhor teria que o tivessem avisado com antecedência para poder retirar a mercadoria e, com isso, perder menos. Ele falou que o problema ali não foi na noite de 12 para 13, mas no dia 13, por volta das 11h00, quando todos acompanhavam a água baixando e, de repente, chegou a avalanche de uma represa estourada horas antes. 
Maria de Fátima Morais, outra moradora, disse que o caminhão do seu marido, que estava nma oficina próxima recebeu água no motor e tem de ser retificado e o carro do filho também foi inundado. A família está gastando R$ 12,5 mil para recolocar os dois veículos em funcionamento e o marido dela está nervoso, sem poder trabalhar. Para ela, mesmo que viesse uma ajuda de R$ 2 mil, seria irrelevante diante dos prejuízos sofridos. 
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