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Apesar da crise, setor imobiliário se mantém aquecido em Lençóis
Empreendimentos em andamento nos quatro cantos da cidade atendem demanda em diversas faixas de renda
Apesar da crise, setor imobiliário se mantém aquecido em Lençóis
FORÇA – Mesmo com crise econômica, setor imobiliário não perde força em Lençóis; há imóveis para várias faixas de renda - (Foto: Elton Laud/O ECO)
Apesar do momento de retração na economia, o mercado imobiliário de Lençóis Paulista se mantém aquecido e empresas da cidade e de fora têm investido em diversos projetos, apostando na economia local. Empreendimentos concluídos recentemente ou com as obras em andamento - inclusive na zona norte da cidade, que desde o loteamento do Jardim Maria Luiza IV, há alguns anos, não recebia nenhum investimento do tipo - têm movimentado o setor da construção civil.
Segundo o advogado Marcos Toledo, proprietário de uma imobiliária que comercializa apartamentos de pelo menos três prédios em construção na região central da cidade, apesar de o momento não ser dos melhores, o mercado mantém boas expectativas para os próximos anos e por isso continua investindo.
"O mercado imobiliário é muito cíclico, tem seus bons e maus momentos. Tivemos um "boom" entre 2011 e 2013 e depois o mercado se acomodou. Estamos passando por um momento delicado na economia. As vendas diminuíram, mas não pararam e a expectativa é que lentamente o cenário volte a melhorar", ressalta.
José Carlos da Silva, proprietário de outra imobiliária, revela que o mercado imobiliário de Lençóis Paulista tem se mostrado um pouco atípico e registrado uma boa movimentação frente a 2014 e 2015, que, segundo ele, foram os piores anos do cenário recente.
"O setor está diminuindo um pouco o ritmo, mas é esperada uma melhora a partir do ano que vem. O mercado geral está retraído, porém, a gente ainda tem conseguido fechar alguns negócios", destaca o corretor, que além de comercializar apartamentos em dois prédios da região central, também está à frente de dois loteamentos na zona leste, próximo à Cecap, todos com boa parte das unidades vendidas.
PÚBLICOS DIFERENTES
Atualmente, todas as regiões da cidade estão com empreendimentos em andamento, com foco em diversos tipos de público, desde as pessoas com maior poder aquisitivo até as famílias de menor renda, que se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida, como no caso da zona norte, no Jardim Nova Lençóis, onde na semana passada tiveram início as obras de um novo residencial composto por dois prédios com 128 apartamentos de 50 m². A previsão da conclusão é de dois anos, segundo Danilo Bezerra, diretor da empresa responsável pela comercialização.
"O projeto foi lançado para atender a uma demanda específica e muito grande de pessoas que se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida, com renda familiar entre R$ 1,8 mil e R$ 5 mil. Existe uma procura muito grande por imóveis com o valor mais acessível", revela.
A demanda por apartamentos um pouco maiores também cresce segundo os profissionais do ramo. Alguns investidores, inclusive, como João Henrique Foganholi, responsável pela construção de condomínio fechado com quatro torres e 200 apartamentos, na zona Leste, ao lado da Cecap, acreditam que nos próximos anos a procura tende a aumentar.
"O momento, de fato, não é muito bom. Mas um empreendimento como este é feito pensando lá adiante. Existe uma demanda por este tipo de moradia e por volta de 2019 e 2020, quando as obras estarão sendo concluídas, essa demanda será maior ainda", comenta.
 
 
Fase 3 do Minha Casa Minha Vida deve começar em março
A terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida, prevista para ter início em março, segundo o Governo Federal, deve modificar algumas regras do programa, criado em 2009. Entre as principais mudanças está o valor limite da renda da primeira faixa do programa, que não tem juros e conta com um subsídio maior, que aumentou de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil por família.
O governo também criou um grupo de renda intermediário, chamado de Faixa 1,5, que vai atender a famílias com renda de até R$ 2.350 mensais, que terão subsídio até R$ 45 mil e pagarão juros de 5,5%. O teto de renda do programa passará de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil, com juros de 8,16%.
Desde a criação, segundo o Governo Federal, já foram construídos através do programa, mais de 2,5 milhões de imóveis. O objetivo é financiar a construção de mais 2 milhões até 2018. Mais 1,6 milhão estão sendo construídas com recursos do programa no momento, segundo o Planalto.
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