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Surto de virose atinge cerca de mil pessoas em Agudos
Contaminação de água foi descartada pela Sabesp; suspeitas são de contaminação pelo Rotavírus
Surto de virose atinge cerca de mil pessoas em Agudos
SURTO – Auro diz que Agudos vive um surto de virose; segundo ele, mais de 300 pessoas procuraram o PS por dia - (Foto: Divulgação)
Nos últimos dias, Agudos têm sofrido com um surto de virose. Desde a última sexta-feira (26), segundo informações da Secretaria de Saúde do município, cerca de mil pessoas já haviam dado entrada no Pronto Socorro Municipal apresentando os mesmos sintomas: vômito, diarréia prolongada e dores pelo corpo. A maioria dos pacientes, cerca de 70%, é de crianças.
O surto, que se concentra na Zona Leste da cidade, principalmente Parque Pampulha, Centenário Park, Vila Vianense, Jardim Europa e Cohabs, se espalhou rapidamente e causou superlotação no Pronto Atendimento, que segundo o secretário de Saúde, Auro Octaviani, recebeu cerca de 300 pessoas por dia desde o início do surto. Um número bem acima da média, que é de cerca de 100 pessoas/dia.
Por conta do grande número de pessoas atingidas pelo surto, durante o final de semana a Prefeitura Municipal precisou manter a farmácia do Posto de Saúde Moussa Tobias, que está localizado nas proximidades do Pronto Socorro, funcionando até às 23h, para fornecer a medicação necessária e soro aos pacientes.
Com o descarte da possibilidade da contaminação da água, assunto levantado nas redes sociais (ver box), a provável infecção pelo Rotavírus passou a ser tratada como possível causa. "Alguns exames feitos em pacientes que receberam tratamento em Bauru - dois exames segundo a assessoria de imprensa - confirmaram a infecção pelo Rotavírus. Em relação à transmissão, os médicos que consultamos afirmaram que um mínimo contato com o vírus é suficiente. Por isso tivemos esse surto meteórico", disse o secretário Auro Octaviani.
Apesar da confirmação de dois pacientes infectados pelo Rotavírus, até o fechamento desta reportagem não havia um posicionamento definitivo sobre as causas do surto de virose em Agudos.
 
Contaminação da água é descartada pela Sabesp
Desde o início do surto, pelo fato de a grande maioria dos infectados residirem na mesma região e serem abastecidas pelo mesmo reservatório, muitas pessoas nas redes sociais levantaram a suspeita sobre uma possível contaminação da água. O secretario Octaviani explicou que, diante das suspeitas, a Prefeitura solicitou à Sabesp, responsável pelo abastecimento de água do município, a análise da água na manhã de segunda-feira, três dias após o início do surto, e que "a contaminação da água foi totalmente descartada pelas análises feitas em laboratórios especializados".
LAUDO
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a Sabesp fez a coleta de amostras de água em diversos poços de abastecimento da cidade e enviou para análise em um laboratório especializado, localizado de Botucatu. As amostras coletadas nas bombas que fornecem água para as áreas de maior incidência também foram enviadas a laboratórios de microbiologia.
De acordo com o laudo, assinado pelo técnico químico Bruno Monteiro Nardim e pela engenheira química, Ana Lucia Silva, da Divisão do Controle Sanitário (RMOC), de Botucatu, não há nenhuma alteração ou contaminação da água fornecida. O relatório atesta a ausência de substâncias que possam causar intoxicação ou representar riscos a saúde humana e também descartam a presença de "Coliformes Totais", que são os grupos de bactérias que poderiam causar contaminação da água.
 
Infectologista diz que surtos do tipo são comuns no verão
Segundo o infectologista Marcelo Ranzani, é mais comum na região a presença de outro vírus, o Norovírus, porém, pelo fato de alguns exames já terem confirmado a infecção em pacientes agudenses pelo Rotavírus, é bem provável que ele seja, de fato, o responsável pelo surto na cidade. "É um vírus de fácil transmissão, que se pode pegar através da água, alimentos, mas também por contato interpessoal. É possível, e mais comum do que aparenta, que exista um grande número de casos sem que haja uma fonte comum, como a água, por exemplo. Isso acontece muito em praias no verão", explica.
Quanto a maior incidência em crianças, Ranzani explica que isso se deve ao fato de que é bem mais raro que adultos apresentem os sintomas (dores no corpo, febre baixa e vômito com diarréia) com a mesma intensidade e que as estão mais suscetíveis a eles. Para combatê-los porém, o médico acrescenta que além do soro e hidratação, existem medicamentos. "Além dos remédios para combater os sintomas, como náuseas, dores no abdômen, febre, existem os próprios medicamentos que combatem o vírus. No entanto, os sintomas geralmente duram no máximo cinco dias", completa.
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