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Vencendo o câncer através da dança
Projeto de dançaterapia promovido por estudante de psicologia tenta ajudar mulheres a superar as dificuldades encontradas
Vencendo o câncer através da dança
TRATAMENTO - Estudante de psicologia, Vanessa Lopes, usa a dançaterapia para trabalhar o corpo e a cabeça de pacientes - (Foto: Vitor Godinho/OECO)
Só neste ano 57 mil mulheres devem descobrir que estão com câncer de mama. A estimativa é do Instituto Nacional do Câncer (INCA) com base no acompanhamento da doença que é uma das que mais cresce entre mulheres no Brasil e no mundo. É importante falar da doença, ainda mais nesta semana quando se comemora o Dia Internacional da Mulher. É claro que a prevenção é o único caminho, através do autoexame das mamas e também de acompanhamento médico frequente. Mas um projeto que é desenvolvido pela estudante de psicologia, Vanessa Fernanda Forte Lopes, tenta usar a dançaterapia para amenizar os efeitos negativos da doença no corpo e na mente das mulheres que enfrentam a doença atualmente. 
O projeto começou em agosto em parceria com a Rede do Câncer de Lençóis Paulista. O projeto é realizado pela Faculdade Psicologia da Unesp de Bauru, sob orientação da professora Carmen Maria Bueno Neme, com apoio do Centro Brasileiro de Dançaterapia – Espaço Vívere, em Araraquara, que é coordenado pela dançaterapeuta Adriana Túbero.
“A dançaterapia busca, na verdade, de forma resumida, um contato maior consigo mesmo, com as pessoas e coisas que nos cercam. Então o tempo todo a gente está numa rede de relações de contatos. A precursora da dançaterapia é uma bailarina argentina chamada Maria Fulks. Ela que cunhou esse nome porque ela começou a perceber nas aulas dela o potencial terapêutico que dança tinha. Mas uma dança que sai de dentro de você, que não tem a finalidade estética de fazer o movimento perfeito, mas no sentido poder expressar o que ela está sentido, das emoções e das vivências”, explica Vanessa.
Segundo a estudante, o relato das mulheres que participaram das vivências era de que elas chegavam tristes, desanimadas e saiam da dançaterapia com uma sensação leve e que isso permanecia. “Uma coisa que nós estudamos é que o corpo tem memória. Ela não está só na cabeça, mas o corpo também guarda informações tanto de dor, que no caso do câncer é provocado pela doença ou o tratamento, mas também de prazer. E é isso que nós queremos buscar”, explica Vanessa.
A estudante de psicologia afirma ainda que a descoberta de um câncer, especialmente o câncer de mama, é promotor de muitas mudanças na vida da mulher, tanto físicas, como emocionais. ”No contexto do câncer de mama, só o fato de receber um diagnóstico desse, a pessoa já é tomada por um medo muito grande. Medo de morte, medo do tratamento, medo de como as pessoas vão olhar para ela. E, especialmente o câncer de mama, que afeta um órgão do corpo da mulher que é repleto de significado e simbolismo. O seio é órgão da sexualidade, da maternidade, da sensualidade”, explica. 
“Então a descoberta do câncer é um promotor de mudanças na mulher. E o que a dançaterapia pode possibilitar para ela? Outras mudanças. Mas não aquelas mudanças negativas associadas à descoberta do câncer, mas através de um contato com o próprio corpo, sentir novas experiências e descobrir coisas que ela não sabia que estavam lá”, completa Vanessa.
A estudante diz que neste ano o objetivo será abrir o projeto para permitir a participação de pessoas que sofreram com outros tipos de câncer, inclusive, homens.
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