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Maior safra prevista da história começa dia 10 de março
São 9,3 milhões de toneladas de cana a serem processadas nas usinas Barra Grande e São José; na safra passada foram colhidas
Maior safra prevista da história começa dia 10 de março
MAIOR SAFRA – Pedro Luiz, da Ascana, estima que safra deste ano seja a maior já colhida na sua área de produção - (Foto: Arquivo/OECO)
Está marcado para a próxima quinta-feira, 10 de março, o início da maior safra canavieira da Zilor na região de Lençóis Paulista. Os produtores associados da Ascana (Associação dos Plantadores de Cana do Médio Tietê) esperam colher 9,3 milhões de toneladas de cana de açúcar que serão transformadas em açúcar, etanol, leveduras e energia nas usinas Barra Grande (Lençóis Paulista) e São José (Macatuba). Na Barra Grande, a moagem começa dia 10 e na São José, dia 20. Segundo a Ascana, 98% da colheita será mecanizado e sem queimar a palha.
Na safra passada, as três unidades da Zilor moeram 10.814.257 toneladas de cana e produziram 494.371 toneladas de açúcar, 502.544 mil litros de etanol e 547.105 MWh de energia exportada.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Ascana, Pedro Luís Lorenzetti, a antecipação desta safra deve-se à sobra de 600 mil toneladas de cana do ano anterior e à expectativa de alta produtividade dos canaviais. “Na safra passada tivemos uma boa produtividade, mas o excesso de chuva atrapalhou a colheita e resultou na sobra de cana já mencionada. Por outro lado, as boas práticas agrícolas e as tecnologias inovadoras adotadas nos canaviais proporcionaram aos produtores associados da Ascana um aumento da produtividade”, explica. 
Pedro Luís destaca que caso 2016 também seja um ano chuvoso, os produtores terão menor tempo aproveitável para entregar a cana nas usinas. “Nós temos uma safra maior que a do ano passado e optamos por antecipar a colheita para que, no caso de muita chuva, ser possível suprir a logística de transporte”, ressalta.
O cumprimento do plantio neste início de ano ficou prejudicado. Muito pouco foi realizado, já que choveu muito nestes dois primeiros meses. Em fevereiro choveu quase todos os dias. O solo encharcado ficou intransitável e não permitiu ser trabalhado. Por isso, plantio e colheita devem seguir juntos nos próximos quatro meses de safra. “Já há alguns anos não temos conseguido plantar toda a cana na entressafra, portanto temos equipes de colheita e de plantio. Neste ano as duas atividades serão executadas ao mesmo tempo”, diz Pedro Luís.
Setor gera quatro mil empregos diretos
A cana-de-açúcar é a maior fonte de receita e renda de Lençóis Paulista, Macatuba e Pederneiras. Os produtores da Ascana geram próximo de quatro mil empregos diretos na região, todos com carteira assinada, cesta básica e demais benefícios previstos pela lei. Por este motivo, no período de safra sempre ocorre uma melhora no movimento do setor de serviços e comércio.
O diretor de Desenvolvimento e Geração de Emprego e Renda, Altair Toniolo, o Rocinha, destaca que o início da safra canavieira sempre traz boas perspectivas econômicas para Lençóis Paulista. “O setor sucroenergético movimenta 60% da economia local e por isso todo começo de safra gera emprego. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho) de janeiro já apontam a recuperação da empregabilidade no setor agropecuário e de construção civil”, destaca.
Rocinha diz ainda que, historicamente, entre janeiro e abril a empregabilidade é retomada em todos os setores. “A safra movimenta toda a economia, serviços, comércio, construção civil. E isso vai se refletindo nos primeiros meses do ano. Lençóis tem uma economia diversificada, mas o carro chefe é o setor sucroenergético e temos que reconhecer que ele fortalece a nossa economia”, finaliza o diretor.
Produtores esperam recuperar prejuízos
Os produtores de cana esperam que os preços do açúcar e do etanol estejam melhores para que o setor consiga recuperar prejuízos dos últimos cinco anos. “O produtor de cana vem amargando prejuízos há cinco anos porque a cana e o etanol estavam com preços baixos e não conseguíamos uma boa produtividade. Esta situação foi suportada através de empréstimos e o consequente aumento do endividamento neste período. O preço melhorou este começo de ano e a produtividade da lavoura também. Permanecendo estes dois fatores, haverá uma recuperação do setor”, diz Pedro Luís Lorenzetti.
Outra preocupação do diretor da Ascana é com o baixo preço que o governo está pagando pela energia elétrica, o pior dos últimos anos. Como as Usinas Barra Grande e São José utilizam a palha para gerar energia elétrica e a compram dos produtores de cana da Ascana, isto tem gerado incertezas neste negócio, que tem representado uma nova fonte de receita.
O pico da produção de energia da biomassa de cana acontece justamente no período de seca, quando o nível das represas cai e as hidrelétricas diminuem a produção. Segundo a Unica (União da Indústria Canavieira), o Brasil pode gerar mais de 13 mil megawatts médios de energia da cana, o equivalente a três usinas de Belo Monte.
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