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Prejuízos da enchente já somam R$ 35 milhões
Relatório dos danos será encaminhado até a sexta-feira para a Defesa Civil do Estado e para o Ministério da Integração
A prefeita Bel Lorenzetti informou ontem à tarde a O ECO os números, ainda parciais sobre os estragos causados pelas cheias em Lençóis Paulista. Pelo apurado, são perdas equivalentes a R$ 35 milhões. São R$ 13,5 milhões de prejuízos ao poder público, R$ 11 milhões ao setor agrícola, de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões ao comércio e o restante à população que teve seus imóveis atingidos pelas águas. Esses números fazem parte do relatório que será encaminhado até a próxima sexta-feira à Defesa Civil do Estado juntamente com o mapa da área inundada, especialmente preparado para esse fim.
Bel disse esperar para os próximos dias a homologação do estado de emergência pelo governo do Estado, o que abrirá as portas para a ajuda estadual à reparação dos danos e também servirá para o encaminhamento do reconhecimento federal da situação. Esse relatório também será encaminhado a Brasília, para o Ministério da Integração Nacional, órgão que se encarrega de programas ligados ao socorro das populações vítimas das cheias, entre eles, a liberação de cotas do FGTS para trabalhadores que tenham sido prejudicados.
Ao analisar o quadro pós-enchente, a prefeita disse que viu tudo com um misto de indignação, mas também de recompensa. Indignação porque as obras de prevenção realizadas no leito do rio, mesmo superdimensionadas em relação às maiores enchentes do passado, não sofram suficientes para conter a fúria das águas que caíram na terça-feira passada. Recompensa ao reconhecer que essas mesmas obras evitaram que os danos fossem maiores, pois quando a água começou a subir ainda houve tempo para alertar os moradores e evitar o mal maior. 
Outro ponto destacado é o espírito de solidariedade do lençoense – empresas de todos os tamanhos e da população em geral – que correu para ajudar na hora da dificuldade. Bel lembrou que além das equipes de resgate, muitos lençoenses também colaboraram para o salvamento das pessoas ilhadas. “Nós tivemos cenas dignas de cinema que, atestam muito bem o espírito solidário de nossa população” – disse. 
A palavra de ordem no governo é recuperar aquilo que é mais urgente para garantir o funcionamento da cidade e aguardar verbas ou possibilidade orçamentária para fazer os trabalhos de custo maior. Apesar do estado de emergência e da possibilidade de vir algum dinheiro do Estado ou mesmo da União, a prefeita diz que o ocorrido leva seu governo a reprogramar a economia que já era grande em função das quebras de arrecadação. 
Uma das coisas que serão cortadas é o carnaval popular. “Cada lençoense deverá viver o carnaval em familia, pois não temos recursos para investir nos eventos populares que realizamos por todos esses anos” – concluiu. 
PONTES
Na área urbana, sete pontes sofreram danos e precisam de reparos. São localizadas nas ruas Antonio Tedesco, Joaquim Anselmo Martins, Tomé de Souza, 28 de Abril, Manoel de Aguiar, Gabriel de Oliveira Rocha e Lazaro Brigido (Facilpa). Também foi danificada, mas totalmente a passagem para o Jardim Progresso (acesso à Facol), que foi levada pela água e tem de ser reconstruída com dimensões maiores para resistir a futuras chuvas. Ontem já estava liberado o tráfego nas pontes da Antonio Tedesco, 28 de Abril e Joaquim Anselmo Martins que, no devido tempo, receberão os reparos e proteções necessários. 
Na zona rural, que possui 76 pontes e passagens, 23 estão com problemas diversos, mas ainda não foram vistoriadas porque as equipes estão empenhadas em reoslver os problemas urbanos. Ontem à tarde houve uma reunião na prefeitura com usuários da área rural, qe trouxeram informações sobre os problemas vividos nas estradas. A informação é que, apesar dos problemas, não existem áreas isoladas, embora hajam dificuldades em alguns trechos dos 700 quilômetros de estradas municipais. 
COMÉRCIO
São 82 os estabelecimentos comerciais atingidos pela inundação. Deles, 64 declararam perdas de estoques e produtos colocados à venda oito ainda não tiveram seus responsáveis localizados e 10 não contabilizaram os prejuízos, entre os quais lojas de grande porte. A informação é do presidente da Acilpa (Associação Comercial e Industrial de Lençóis Paulista), Andreson Prado de Lima, que desde o sinistro vem mobilizando sua equipe para socorrer e encaminhar os comerciantes, associados ou não da entidade. 
Pelas informações prestadas, a Acilpa estima o prejuízo do comércio entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões. Hoje a entidade deverá encaminhar o relatório do levantamento à Prefeitura Muncipal, como sua contribuição para a fundamentação do decreto municipal de declaração do estado de emergência.
Prado de Lima disse que ainda espera as informações dos outros estabelecimentos e mantém a Acilpa mobilizada para apoiar todos os comerciantes que sofreram prejuízos com o sinistro.
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