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Secretário começou as reuniões com os estudantes
O programa é discutir o que a comunidade escolar pretende e a partir daí decidir se há possibilidade de reorganização
O secretário da Educação do Estado, José Renato Nalini, começou anteontem (10), em Bauru, no auditório da Universidade do Sagrado Coração, a série de encontros com estudantes da rede pública, para a execução do programa “A Escola Que Queremos”, cujo objetivo é ampliar a participação dos alunos no dia a dia da rede e oferecer mais espaço para sugestões e diálogo. Participaram da conversa 260 estudantes de Botucatu, Jaú, Lins, Marília, Piraju, Avaré e da própria cidade. “Nós vamos ouvir o aluno, que é a razão de existir de nossa secretaria. Ninguém vai reorganizar à fórceps. Se a comunidade escolar se convencer de que algo precisa ser feito, vamos nessa linha. Se entender que ainda é cedo para haver alguma alteração, o esquema atual vai ser mantido” – declarou Nalini.
Trajando jeans e camisa polo especialmente timbrada para a campanha – uma imagem bem distante do até recentemente desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Estado – Nalini dialogou com os alunos durante três horas (entre as 14h e as 17h) e, logo na partida, disse a todos que fazia questão de um diálogo franco, sem o desvio de assuntos, para que pudesse ser produtivo. Em alguns momentos mediou a divergência de opiniões entre os interlocutores, garantindo a manifestação de todos, mesmo os críticos do sistema. Ao final foi saudado pelos estudantes e muitos deles fizeram questão de tirar “selfies” ao seu lado.
O secretário e sua assessoria vão percorrer todas as regiões do Estado ouvindo os alunos. Também deverão ir às escolas que estiveram ocupadas no ano passado contra a reorganização, para conversar diretamente com os alunos. A secretaria vai incentivar a formação de grêmios em todas as escolas, como meio de interlocução com a comunidade escolar.  
Logo após o encontro com os estudantes, o secretário valou com a reportagem de O ECO. Eis suas impressões sobre o primeiro de uma série de encontros com a comunidade escolar.
 
ECO – Qual a importância desse primeiro encontro?
Nelini – Nós começamos a ouvir toda a comunidade escolar para tentar edificar o projeto “A Escola Que Queremos”. Todos temos um sonho e chegou a vez dos próprios alunos, que são a razão de ser da Secretaria da Educação, destinatários de nosso trabalho e de nossas preocupações, anseios e ideais, serem ouvidos. Queremos obter uma amostragem significativa daquilo que povoa a mente dos nossos alunos. Não temos a pretensão de ouvir 4 milhões (de alunos) mas as amostras significativas, como essa do seminário de Bauru, que fazer com que os projetos em curso comece a ganhar formas. Seria ilusão pensar em alguma coisa definitiva, porque a escola, a educação, é uma empresa humana. Uma missão que vai se adaptando à profunda mutação dos valores da sociedade e das tecnologias. Mas npos estamos tentando caminhar no sentido de atender as reivindicações dos alunos que, afinal, são aqueles que vão cursar a escola, e nós temos a obrigação de ouvi-los.
 
O ECO – O senhor sai do zero ou vem do projeto anterior?
Nalini – Um projeto educacional começa cem anos antes do ser objeto dele ter nascido. Então, a educação é um processo permanente. Em relação à rece pública de São Paulo, foi logo após a proclamação da República que Prudente de Moraes  delineou um modelo de educação, não confessional, mas uma educação para a cidadania e qualificação para o trabalho. Nessa linha, mitos trabalharam. Nós estamos amanhando um supersônico (avião) em movimento. Tentando mudar alguma configuração daquilo que está numa velocidade além do som. Isso não é fácil. O trabalho de muito está ai sedmentado. Não se pode falar em reinvenção da roda. Nós estamos tentando continuar uma empresa que começou há muito tempo e já produziu resultados bem exitosos, conforme verificamos pela avaliações recentemente realizadas.
 
O ECO – O que o senhor achou do contato com os alunos hoje?
Nalini – Foi muito gratificante. Até as opiniões contrárias, aquela manifestação que nem sempre parte da consciência dos alunos, porque se vê que são termos que eles ainda não teriam compreensão e que talvez tenha sido inoculados neles por outros interessados. Mas é importante escutarmos e nós demos respostas muito francas, muito honestas, sem transigir com a verdade. O momento é um momento de crise, um momento dramático. Nós não queremos enganar ninguém em relação à situação nacional, da qual São Paulo faz parte embora esteja numa situação menos desastrosa que outros estados-membros. É muito saudável ouvir e responder com clareza, franqueza e transparência, como disse e repito, nunca transigindo com a verdade.
 
O ECO – Quando o senhor pretende ter a “Escola Que Queremos”?
Nalini – Ela já está a caminho. Está sendo atualizada, a proposta pedagógica não tem alterações, a não ser algumas pontuais. O que nós queremos é intensificar a gestão democrática. Fazer com que o aluno participe mais, que o grêmio tenha uma voz ativa e os pais se aproximem mais da escola. Esse é o projeto menos ambicioso dessa gestão que se inciia agora em 2016.
 
O ECO – Tivemos corpos estranhos na ocupação das escolas. O senhor não teme que nos grêmios também possa acontecer isso? 
Nalini – Não. A democracia é isso. A alternativa seria proibir a formação desses grupos intermediários. Mas nós temos de correr o risco e tentar alertar os nossos jovens que quem deve definir as políticas do grêmio são eles e não pessoas que estão ali a perseguir outras causas e não as da educação.
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