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Lençóis criou 46 novos empregos no mês de fevereiro
Indústria e comércio encolheram as vagas e a administração pública foi a o setor que mais aumentou
Lençóis criou 46 novos empregos no mês de fevereiro
MENOS VAGAS - O comércio foi o setor que mais perdeu vagas no mês de fevereiro de 2016 - (Foto: Tiago Moreno/OECO)
Lençóis Paulista gerou 46 novos empregos no mês de fevereiro. Foram 687 admissões e 651 demissões, segundo os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Os setores que, segundo a pesquisa, ampliaram o número de vagas foram administração pública (66), agricultura (32), construção civil (21) e serviços (3). Encolheram o comércio (44) e indústria de transformação (32). O surgimento da administração pública como maior gerador de emprego do mês, numa época em que o orçamento da Prefeitura enfrenta sucessivas quedas explica-se pelo início do ano letivo. Marcos Norabele, diretor de RH do município, informa que esses números são na maioria contratações temporárias de professores que vão substituir os titulares em licença, um fenômeno permanente que se represa e surge no começo do ano letivo. Excluídas as vagas da administração pública, o CAGED indica a perda de 20 postos de trabalho em fevereiro, índice só superado em 2008, quando o número de demissões superou em 45 os de admissões. 
Pelos números disponíveis no site do CAGED, o mês de fevereiro acrescentou em Lençóis Paulista 107 postos de trabalho em 2015, 311 em 2014, 374 em 2013, 409 em 2012, 258 em 2011, 197 em 2010, 367 em 2009 e 1042 em 2007. O único número negativo foi a perda de 45 vagas em 2008. A mudança de patamar ocorrida de 2007 para 2008 é atribuída à mudança do processo de colheita da cana que, a partir daqueles anos, passou a utilizar a mecanização em lugar do facão e do braço humano. 
O presidente da Acilpa (Associação Comercial e Industrial), Anderson Prado de Lima, lembra que o ocorrido em Lençóis é resultado da crise nacional. “O Brasil perdeu mais de 100 mil empregos em fevereiro e a instabilidade política tem levado à uma instabilidade econômica só vivida antes do advento do Plano Real, na gestão de Itamar Franco, que se consolidou como moeda forte na era FHC”. Disse que em Lençóis, apesar da solidez do parque industrial, das mais diversas áreas da prestação de serviços e da variedade do comércio, a retração econômica se faz presente e é perceptível o movimento, especialmente dos varejistas, em busca de soluções. E que vemos, por exemplo, lojas de roupas agregando perfumaria para melhorar o desempenho financeiro.
Prado de Lima observa que, por conta da crise, esse não não se observou a contratação de trabalhadores temporários para o fim do ano, que acabam sendo efetivados em janeiro e fevereiro. Cota, também a inundação que a cidade sofreu em janeiro, como um dos prováveis reflexos na empregabilidade, pois muitos estabelecimentos foram atingidos e parte deles ainda não retornou à atividade.
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