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Uma semana após enchente, vítimas tentam voltar à rotina
Moradores de áreas atingidas ainda limpam suas casas e contabilizam os prejuízos causados pelas tragédias
Uma semana após enchente, vítimas tentam voltar à rotina
PREJUÍZO - Dona Maria Isamuner lamenta perdas com a enchente na Vila Contente
Passados os momentos de tensão e apreensão vividos pelas famílias atingidas pela enchente do dia 13, a semana começou com as pessoas tentando recomeçar suas vidas. Após a retirada do amontoado de pertences estragados e do mais grosso da sujeira e lama deixados pelas águas do Córrego Corvo Branco e do Rio Lençóis, alguns moradores aproveitaram o restabelecimento do abastecimento de água para a limpeza de seus imóveis em diversos pontos da cidade. Outros, ainda sem norte, apenas conferiam os estragos deixados pela tragédia.
Na Vila Contente, Maria Isamuner, de 60 anos, ainda tentava recuperar parte da roupa encharcada com a lama que invadiu sua casa. Tentando retomar a rotina, a de dona de casa lamenta as diversas perdas que teve. "É a terceira vez que tenho esse prejuízo. Depois da enchente de 2011 levei dois anos para pagar os móveis que tive que comprar novamente. Dessa vez não deu para salvar quase nada, vou ter comprar muita coisa", desabafa ela ao mostrar a TV de Led estragada pela água.
Em outro ponto do bairro, enquanto aguardava a chegada do caminhão-pipa para limpar a casa onde morava com a família, o ajudante de produção Francisco de Souza, de 45 anos, lamentava a perda de tudo que tinha. "Vim com minha família do Piauí para mudar de vida e perdemos tudo o que a gente já tinha conseguido. Vamos ter que recomeçar, mas para essa casa não volto mais. Só vou limpar para entregar a chave" desabafa.
Na Vila Repke, o ajudante de cozinha Valdemar Gomes, de 25 anos, voltou à casa onde morava com a esposa e duas enteadas apenas para conferir os estragos. "O que tinha que tirar daqui eu já tirei. Quase tudo foi perdido. Só saímos com algumas roupas e documentos. Já estou procurando outro lugar para alugar. Já que temos que pagar, quero um lugar mais seguro para minha família", comenta.
Maria Eliane Bonfim, de 41 anos, também moradora da Vila Repke, enquanto terminava de limpar a sujeira deixada pela enchente, recebia algumas doações trazidas por voluntários. Tudo em sua casa foi perdido, desde os móveis até as roupas dela e dos quatro filhos. "É a ajuda dessas pessoas que nos faz ter força para continuar. Não sabemos nem por onde começar. Nem mesmo temos para onde ir", ressalta.
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