Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lençóis registra primeiro caso suspeito de H1N1
Idosa de 67 anos, moradora do Jardim Ubirama esteve internada, mas já se recupera em casa
Lençóis registra primeiro caso suspeito de H1N1
GRIPE - Diretor de Saúde, Márcio Santarém confirma caso suspeito de H1N1 (Foto: Elton Laud/ O ECO)
Lençóis Paulista registrou esta semana o primeiro caso suspeito de infecção pelo vírus da gripe H1N1 no município. Trata-se de uma idosa de 67 anos, moradora do Jardim Ubirama. A paciente passou por internação na rede particular de saúde, foi medicada e já se recupera em sua residência. Porém, devido ao quadro clínico apresentado, o exame que detecta a presença do vírus foi solicitado. A amostra já foi encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz de São Paulo, mas o resultado pode demorar até 30 dias para ficar pronto. Se o caso for confirmado, a paciente pode ter contraído o vírus fora da cidade, já que há cerca de 15 dias teria feito uma viagem para São José do Rio Preto.
O diretor de Saúde, Márcio Santarém, revela que nos últimos 15 dias a incidência dos casos de gripe aumentou bastante e que tanto a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) quanto as demais unidades de saúde têm registrado grande volume de atendimentos. Quanto à paciente com suspeita de H1N1, o diretor afirma que é um caso isolado, mas que é preciso que a população mantenha certos cuidados devido à situação em todo o estado.
"Até o momento, a única suspeita é esta, mas é preocupante. Já tivemos este ano 27 (38 segundo último dado divulgado pela Secretaria de Saúde do estado) óbitos no estado de São Paulo. Existem algumas áreas com maior número de casos, como na Grande São Paulo, onde a situação está mais complicada, mas o vírus H1N1 está circulando", ressalta Santarém, que orienta ainda que se as pessoas apresentarem qualquer sintoma de gripe devem procurem as unidades de saúdem mais próxima de sua residência o quanto antes.
H1N1
O vírus H1N1 é do tipo influenza A, um dos causadores da gripe comum. É o mesmo responsável pela grande epidemia de gripe suína ocorrida em 2009. Só no Brasil, naquela época, foram 50 mil casos, com cerca de duas mil mortes.
Apesar das semelhanças com os sintomas iniciais da gripe comum, como febre, tosse, coriza, dor de garganta, na cabeça e no corpo, a H1N1 pode ser ainda mais perigosa, causando também a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é caracterizada pela falta de ar, diminuição da saturação de oxigênio, desconforto respiratório, podendo evoluir para insuficiência respiratória e até a morte. O tratamento consiste basicamente administração de medicamento antiviral de uso oral por cinco dias, além de medicamentos para aliviar os sintomas.
Infectologista destaca os cuidados em relação à gripe
O médico infectologista Marcelo Ranzani explica que o aumento da incidência de casos de gripe é comum em determinadas épocas, principalmente no inverno, mas que grandes epidemias não acontecem com tanta frequência.
"A gripe é uma doença que costuma ser cíclica. Grandes epidemias não são registradas todos os anos. Isso geralmente acontece a cada sete ou dez anos. A ultima vez foi em 2009. Normalmente é assim. De tempos em tempos se inicia uma epidemia mundial, que vai sendo transmitida seguindo os ciclos do inverno. Como o clima está muito seco, por algum motivo esse quadro se adiantou um pouco este ano", comenta.
Em relação ao caso suspeito de H1N1 registrado, Ranzani avalia que a possibilidade de confirmação da infecção é pequena, devido ao quadro clínico ter sido brando, em sua concepção, mas destaca que diante da situação que vem sendo observada em todo o estado, é muito importante que as pessoas não deixem de tomar a vacina contra a gripe, que imuniza contra o vírus H1N1 e outros tipos (veja no box).
O médico ressalta também que alguns cuidados básicos podem evitar que as pessoas se coloquem em situações de risco e ajudar na prevenção. "É importante evitar aglomerações de pessoas, lavar as mãos com mais frequência e fazer uso de álcool gel após contatos com pessoas e objetos, além de cuidados gerais com a higiene pessoal. Em caso de sintomas, é necessário se afastar imediatamente do trabalho e procurar atendimento médico, sempre", conclui.
Situação no país e na região
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da gripe H1N1 já está presente em 11 Estados. Até o dia 19 de março já haviam sido registrados 305 casos da doença, com 46 mortes confirmadas, 10 a mais que em todo ano de 2015. São Paulo enfrenta a pior situação, com 260 casos e 38 mortes.
Na região de Lençóis paulista existem suspeitas de mortes em Bauru, Jaú e Botucatu. O jornal O ECO não teve acesso à quantidade de casos suspeitos da doença nestes municípios. Em Macatuba, não há casos suspeitos até o momento. Já em Agudos, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, um único caso suspeito foi registrado e o exame aguarda pelo resultado. Trata-se do ex-prefeito José Carlos Octaviani, que esteve três dias internado com quadro de infecção pulmonar, febre alta, gripe e dores no corpo, mas já está em sua casa e passa bem.
Vacinação não deve ser antecipada no interior do estado
Atualmente, existem dois tipos de vacina contra a gripe oferecidos no mercado. A vacina trivalente, que é a distribuída pela rede pública de saúde, combate os vírus tipo A H1N1, tipo A H3N2 e o vírus do tipo B, de gripe comum. Já a vacina tetravalente, aplicada apenas em clínicas particulares, tem proteção contra duas linhagens da gripe A e duas linhagens da gripe B.
Nesta sexta-feira (1º), clínicas particulares de São Paulo, capital, já receberam a nova fórmula da vacina, que protege contra os vírus identificados no ano passado, porém, as doses se esgotaram em apenas uma hora segundo o jornal Estado de São Paulo. Na região, a nova vacina ainda não está disponível.
Na rede pública de saúde da Grande São Paulo, por conta da grande quantidade de casos, o Ministério da Saúde autorizou a antecipação do início da imunização, prevista para o dia 30 deste mês, data do Dia D de Combate à Gripe. A partir de segunda-feira (4) os profissionais de saúde começam a ser vacinados. Na semana seguinte, a partir do dia 11, serão vacinados os grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, asma) e outras que comprometam a imunidade.
Segundo o Ministério da Saúde, para as demais regiões do estado não há previsão de antecipação da campanha. Até o dia 15, cerca de 25,6 milhões de doses, o que corresponde a 48% do total de lotes a serem encaminhados para toda a campanha deste ano, devem ser enviadas aos estados.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2017 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia