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Frias confirma desistência da candidatura à reeleição
Prefeito diz que as prefeituras são inadministráveis; funcionalismo cobra reajuste, mas e ele diz que não tem dinheiro
Frias confirma desistência da candidatura à reeleição
DECEPÇÃO - Em entrevista ao O ECO, Mané Frias diz que não será candidato à reeleição em Borebi - (Foto: Arquivo/OECO)
O prefeito de Borebi, Manoel Frias (PR), confirmou ontem a O ECO que, embora permita, ele não será candidato à reeleição em outubro próximo. Seu grupo político esteve reunido ontem para a discussão do próximo pleito e deverá voltar a tratar do assunto na próxima terça-feira. Borebi tem 2.293 habitantes, segundo a estimativa do IBGE e no ano passado a arrecadação municipal foi de R$ 14,325 milhões; em 2015 subiu para R$ 14,370, número insuficiente para atender às necessidades da administração, pois a inflação anual apurada foi de 10,8%. “Entrei e sairei da Prefeitura de cabeça erguida” – disse Frias, afirmando que do jeito que as coisas funcionam, os municípios são inadministráveis. Irritado, ele desabafou: “Prefeitura é prá bandido; não e coisa prá gente honesta”. 
SALÁRIOS
Por conta da crise, Frias não conseguiu oferecer reajuste ao funcionalismo municipal, pois a Prefeitura já tem gastos da ordem de 56% da arrecadação com folha de pagamento, quando a lei permite um máximo de 54%. Além disso, encaminhou à Câmara Municipal um projeto onde propõe a redução de 10% nos salários do prefeito, do vice-prefeito e dos ocupantes de cargos de confiança. Diante do quadro difícil do município, a Câmara revogou o reajuste de 10,8% que já havia instituído para seus vereadores e servidores e emendou o projeto do Executivo, elevando para 20% a diminuição dos salários do prefeito, vice e diretores. O prefeito vetou o projeto aprovado e a Câmara deverá discuti-lo na sessão de segunda-feira.
Enquanto Executivo e Legislativo divergem sobre o reajuste, os servidores movimentam-se. Um abaixo-assinado foi entregue ao prefeito pedindo a reposição salarial conforme a inflação do período. Frias diz não ter como atender essa reivindicação, embora reconheça o direito do funcionalismo em reivindicar. Falou que já fez o máximo possível: um acréscimo de R$ 100,00 no vale compra.
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