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Impasse entre prefeitura e associação compromete emergência
Após reclamações de pacientes e ação do município, Justiça determinou na terça que entidade mantenha o serviço em funcioname
Impasse entre prefeitura e associação compromete emergência
AGUDOS - Impasse entre a Associação do Hospital e a prefeitura está prejudicando o atendimento de urgência e emergência - (Foto: Elton Laud/O ECO)
Um impasse entre a Associação do Hospital de Agudos (AHA) e a prefeitura da cidade está prejudicando o atendimento de urgência e emergência no município e colocando em risco a vida dos pacientes. O convênio entre as partes que garantia que a entidade que gerencia o hospital realizasse o atendimento no Pronto Socorro, mediante o repasse de recursos pelo município (cerca de R$ 700 mil por mês), teve fim na última quinta-feira, dia 31 de março. Desde então pacientes sofrem pela demora no atendimento e ausência de profissionais no PS, enquanto os envolvidos divergem sobre as responsabilidades.
A decisão de não renovar o convênio teria sido tomada pela prefeitura diante da expectativa de que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que está sendo construída na cidade já estivesse funcionando e recebendo os atendimentos de urgência a emergência. O atraso na inauguração, porém, gerou o problema, que teria começado na sexta-feira e se agravado durante o final de semana, quando uma gestante precisou aguardar por oito horas por uma anestesista para realizar o parto, colocando em risco a vida do bebê.
O prefeito Everton Octaviani conta que diante da impossibilidade da inauguração da UPA houve a conversa com a diretoria do hospital para a renovação do convenio por mais 90 dias, apenas para a utilização do prédio do PS, já que a prefeitura, por não concordar com os valores cobrados pelo corpo clínico do hospital, decidiu contratar outros profissionais para atuarem nas áreas de clínica médica, ginecologia e obstetrícia, anestesia, ortopedia e pediatria.
"Eles queriam que o município mantivesse um repasse além da média da região, da média terrestre, para que eles fizessem esses atendimentos e nós não concordamos com isso. Os profissionais que viabilizamos por valores menores que os praticado por eles sofreram assédio moral e foram impedidos de trabalhar por alguns desses médicos. Diante disso, nós acionamos a Justiça e o Ministério Publico determinou que eles atendessem a todos os pacientes sob penas de responder por cada caso de suposta omissão que pudesse acontecer", disse.
Na decisão expedida nesta terça-feira, a Juíza da 2ª Vara, Ana Carolina Achôa Aguiar Siqueira de Oliveira deferiu a Tutela de Urgência requerida pela prefeitura de Agudos e determinou que a AHA realize os atendimentos e proceda com as internações de urgência e emergência por meio do SUS  "(...) a todos que dela necessitarem, inclusive aos pacientes procedentes do serviço de Pronto Atendimento Municipal, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 20.000,00. Justifica-se o alto valor da multa a ser aplicado diante do inestimável valor do bem da vida que se pretende resguardar"
O coordenador administrativo do hospital, Wagner Sandri, não quis gravar entrevista e se limitou a dizer à reportagem que em reunião realizada no dia 24 de março a prefeitura se comprometeu a assumir por completo o atendimento de urgência e emergência e que no entendimento da AHA a responsabilidade pelo atendimento cabe ao município.
 
Pacientes sofrem com demora no atendimento
Segundo um funcionário do PS, três clínicos e um pediatra faziam atendimento na tarde de ontem, porém, algumas pessoas esperavam há um bom tempo para serem atendidas. a dona de casa Rita de Cássia da Silva, que acompanhava a cunhada e a sobrinha doente de quatro anos, disse que desde às 11h, apenas a ficha da paciente havia sido feita, apesar da febre e do peito bastante atacado.
"O atendimento aqui já não era dos melhores, mas hoje está demais. Eles falam que tem médico atendendo, mas desde a hora que eu cheguei o número de pessoas só vai aumentando. Não dão conta. Disseram que já deu até polícia aqui hoje, porque uma mulher estava fazendo foto. Só que resolver o problema, não resolvem", desabafa.
A dona de casa Camila Cândida Rodrigues, de 28 anos, que acompanhava a mãe de 76 anos, disse que o atendimento demorou quase uma hora para ser realizado apesar da idade da idosa e do quadro de pressão alta que ela apresentava. 
"A situação tá bem crítica aqui, principalmente na parte pediátrica. Tem mãe que quando eu cheguei, às 11h, já estava aguardando atendimento para o seu filho e isso só aconteceu agora pouco, depois de quatro horas. Também vi pessoas desistindo e indo embora por conta da demora. Está complicado", ressaltou.
O padeiro Guilherme Romão, de 26 anos, chegou ao Pronto Socorro por volta das 13h e às 15h, quando falou com a reportagem ainda aguardava atendimento para o filho de três anos, que, segundo ele estava com dificuldades para movimentar uma das pernas e precisaria provavelmente fazer uma radiografia. "No sábado eu também precisei vir por conta de um problema de garganta que ele estava e tive que esperar bastante. Hoje pelo jeito ainda vou ficar um bom tempo aqui", lamenta.
O recebedor Clodoaldo Aparecido Gomes, de 30 anos, chegou ao PS por volta do meio dia apresentando um quadro de virose se foi atendido em meia hora, mas depois de tomar soro ainda aguardava novamente na fila para retornar ao médico.
UPA
A previsão é de que a inauguração da UPA aconteça até o final de abril. Os equipamentos já teriam sido comprados e segundo o prefeito Octaviani o processo de licitação para a contratação da organização social que fará a gestão dos serviços já está em andamento.
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