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Na batida da superação
Portador de Síndrome de Down, Emanuel Gimenez prova que não existem barreiras que não possam ser superadas
Na batida da superação
REI DAS BAQUETAS - Sob olhar atento do professor Zé Santos, Manu faz o que mais gosta, tocar bateria - (Foto: Elton Laud/OECO)
Durante muito tempo a Síndrome de Down, transtorno genético que afeta milhões de pessoas em todo mundo, foi vista por uma parcela da população como sinônimo de incapacidade. Puro preconceito, é claro. No entanto, mesmo que isso tenha mudado sensivelmente nos dias de hoje, algumas pessoas ainda a enxergam desta forma, por mais absurdo que possa parecer. O bom é poder mostrar histórias de superação e confrontar esse tipo de pensamento. Histórias como a do simpático Emanuel Davi Soares Gimenez, de 17 anos, que com seu entusiasmo e determinação prova que não existem barreiras que não possam ser quebradas.
Disposto como qualquer jovem de sua idade, Manu, como gosta de ser chamado, é bastante ativo e tem a agenda cheia a semana toda. Além de frequentar no período da tarde as aulas do 9º ano do Ensino Fundamental na EMEF Prof.ª Guiomar Fortunata Coneglian Borcat, no Jardim do Caju, ocupa suas manhãs com diversas atividades que contribuem bastante para melhorar seus desenvolvimentos físico e intelectual e ajudam muito a fortalecer o convívio social.
Um de seus talentos é a pintura, atividade a qual se dedica todas as segundas-feiras na Casa da Cultura Prof.ª Maria Bove Coneglian. “Gosto muito de pintar. O melhor é este aqui com a pipa”, comenta ao mostrar o preferido entre as dezenas de quadros que já pintou.
Mas a arte que mais o atrai é a música. Desde pequeno ensaiava alguns batuques em uma bateria de brinquedo que ganhou dos pais, Odair Aparecido Gimenez e Benedita de Fátima Soares Gimenez. Não por acaso, há cerca de dois anos frequenta as aulas de percussão com o professor Zé Santos, também na Casa da Cultura. “Não vive sem essa bendita percussão. Não vê a hora de chegar terça-feira para pegar suas baquetas e ir para a aula”, conta sua mãe.
O esporte também é uma de suas paixões. Joga vôlei e até já lutou caratê, mas gosta mais da natação, atividade que pratica desde pequeno. Exibe com orgulho as diversas medalhas que já conquistou nas piscinas, inclusive nos Jogos Escolares do Estado de São Paulo, em 2013 e 2014. Atualmente faz aulas duas vezes por semana na Adefilp (Associação dos Deficientes Físicos de Lençóis Paulista).
Manu ainda tem aulas de pilates e faz sessões de fonoaudiologia duas vezes por semana com voluntários do Gapsdown, projeto da Unimed, que desde 2011, com a ajuda de psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas ocupacionais atende pessoas nascidas com Síndrome de Down, focando na inclusão social e na melhora da qualidade de vida dos assistidos.
E mesmo com tanta atividade, encontra tempo para ser apenas um adolescente como outro qualquer. Ouvir as músicas de seus ídolos Luan Santana e 
Michel Teló, andar de bicicleta, saborear um bom pedaço de pizza, o seu prato predileto, se divertir com os jogos no tablet e passar horas na internet. “Adoro ficar no Facebook”, diz.
“Ele não para. Sempre está fazendo alguma coisa e se deixar ainda arruma mais o que fazer”, conta dona Fátima, que se mostra orgulhosa com a evolução do filho desde os primeiros acompanhamentos na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) até hoje, quando divide a sala de aula com os outros alunos sem Down, o que é possível por conta da existência das Salas de Apoio Pedagógico (SAP).
“Quando ele foi entrar na escola eu tive muita dificuldade para encontrar vaga. Era muito triste, eu tinha até vontade de chorar, mas graças a Deus deu tudo certo. A educação inclusiva e o convívio com os outros alunos ajudaram bastante na socialização e no próprio desenvolvimento físico e intelectual. Todos gostam dele na escola. Nunca tive problemas. Ele é muito querido e carismático”, completa.
E dessa maneira, cercado de atenção e carinho, Manu leva uma vida normal, com suas limitações, porém, com muita felicidade. “Tudo se resume à dedicação, perseverança, muita fé e o amor, que está acima de qualquer coisa. Quando existem essas coisas, o resto é consequência”, finaliza dona Fátima.
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