Publicidade
Publicidade
Publicidade
Entenda alguns pontos em relação ao Programa
Após questionamentos dos leitores, Jornal O ECO solicitou à Caixa algumas informações sobre dúvidas recorrentes
Entenda alguns pontos em relação ao Programa
No dia 30 de março, o Governo Federal lançou a terceira fase do Programa (MCMV) e anunciou a meta de construção de mais 2 milhões -Foto: Gabriel Cochi
No dia 30 de março, o Governo Federal lançou a terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e anunciou a meta de construção de mais 2 milhões de unidades até 2018, sendo que 480 mil delas já estão previstas para este ano. Após matéria publicada na edição impressa e no site do Jornal O ECO, surgiram algumas dúvidas e muitos leitores entraram em contato com a redação e até com a Diretoria de Assistência e Promoção Social para se informar a respeito de inscrições para novas casas populares em Lençóis Paulista.
Vale explicar que, por meio do MCMV, o Governo Federal subsidia a construção de moradias populares para promover a inclusão habitacional entre as famílias de baixa renda que se enquadram nas faixas 1 e agora também na nova faixa 1,5 do Programa (ver box), porém, no momento não existe nenhum empreendimento do tipo em andamento em Lençóis Paulista. O último foi o Jardim Carolina, que teve as chaves entregues no início de 2014.
O Jornal O ECO entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal que esclareceu alguns pontos que têm gerado dúvida entre a população. Apesar de não existir nenhum empreendimento destinado as famílias de baixa renda em andamento, o lançamento da terceira fase do Programa pode beneficiar neste momento as famílias que se enquadram na Faixa 2, com renda familiar mensal bruta de até R$ 3,6 mil, e na Faixa 3, com renda familiar mensal bruta de até R$ 6,5 mil, e desejam tentar um financiamento habitacional, pois estas podem pleitear o financiamento por conta própria sem precisar passar por nenhum processo de seleção ou sorteio.
Para quem se enquadra nessas faixas, após fazer a simulação no site do Programa (www.simulaminhacasaminhavida.gov.br) já é possível emitir a Carta MCMV, que discriminará o valor do subsídio, e se direcionar às instituições financeiras e dar início ao processo de aprovação do financiamento. Na Faixa 2, o subsídio pode chegar a R$ 27 mil dependendo da região, com juros que variam entre 5,5 e 7% ao ano. Já na Faixa 3, não há subsídio e os juros são de 8,16 % ao ano.
O valor máximo do imóvel varia de acordo com a cidade. Na região, Bauru é a onde os imóveis tem o maior valor financiável: R$ 205 mil. Em Lençóis o financiamento pode ser de até R$ 135 mil. Pederneiras, Agudos, Barra Bonita e Igaraçu do Tietê têm teto de R$ 105 mil para o financiamento. Já em Macatuba, Areiópolis e Borebi, o valor máximo do imóvel é de R$ 90 mil.
Para Sergio Canova, que é correspondente da Caixa Econômica Federal e trabalha com financiamento de imóveis, a elevação do teto do valor dos imóveis deve facilitar, em certo ponto o financiamento. "Os valores dos terrenos se elevaram bastante nos últimos anos e com o limite antigo de R$ 115 mil era um pouco mais complicado comprar um terreno e construir. Com o novo teto de R$ 135 mil para Lençóis isso deve ficar mais fácil", ressalta Canova, que destaca, porém, que existem muitos detalhes no processo de financiamento e o ideal é que as pessoas interessadas procurem um correspondente.
 
Entenda as faixas 1 e 1,5 do MCMV
Na Faixa 1 do MCMV, que abrange famílias com renda mensal bruta de até R$ 1,8 mil, o processo de inscrição dos beneficiários continuará sendo feito pelas prefeituras (quando houver empreendimentos em andamento), que agora irão repassar todas as informações cadastrais ao Sistema Nacional de Cadastro Habitacional (SNCH), onde ocorrerá o processo de seleção para recebimento das unidades. Dentro desta faixa, até 90% do valor do imóvel pode ser subsidiada. O teto passou de R$ 76 mil para R$ 96 mil, tais valores, porém, variam de acordo com a localidade. 
Na nova Faixa 1,5, criada para atender as famílias que não se enquadram na faixa 1, mas têm dificuldade de conseguir o financiamento pela faixa 2, a renda familiar mensal bruta é de até R$ 2,35 mil. O valor máximo do imóvel é de R$ 135 mil, com subsídios de até R$ 45 mil.
Os financiamentos da Faixa 1,5 são similares aos da Faixa 2, porém com taxas de juros menores, de 5%. No entanto, assim como no caso da Faixa 1, os beneficiários desta faixa passarão por processo de sorteio/seleção, por meio SNCH, que integrará o novo Portal do Programa. A diferença é que os próprios interessados podem se inscrever no portal para o sorteio/seleção, o que não pode ser feito pela Faixa 1. 
 
CDHU tem projetos de construção de casas em Lençóis Agudos e Macatuba
Segundo Carlos Roberto Ladeira, gerente regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em diversas cidades da região, inclusive Lençóis Paulista, Agudos e Macatuba, existe a previsão de construção de novas moradias populares nos próximos anos. Os projetos, que segundo ele já teriam sido inclusive discutidos com as prefeituras, só não tiveram andamento ainda por conta do momento econômico.
"Temos dois conjuntos pequenos, um ao lado do Jardim Ibaté e outro em Alfredo Guedes, que estão em construção e devem ser concluído em breve. Já existiram conversas com a prefeitura em relação a construção de cerca de mais 300 unidades em Lençóis. O problema é a situação financeira, que está complicada para todo mundo. Para que isso aconteça é necessário que o município tenha recursos para comprar o terreno e que a CDHU tenha recursos para investir na construção. E no momento, nem a prefeitura e nem o CDHU tem esses recursos", explica Ladeira, que  acredita que, apesar da crise, o projeto possa sair do papel nos próximos dois anos.
Ladeira também adiantou a reportagem que nas próximas semanas a CDHU deve realizar um mutirão de atendimento aos mutuários de Lençóis Paulista. A data deve ser divulgada nos próximos dias.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2017 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia