Publicidade
Publicidade
Publicidade
Relatório indica prejuízos de R$ 68,2 milhões com a enchente
Números foram enviados ontem à Defesa Civil e ao Ministério da Integração
Os danos causados pela enchente em Lençóis Paulista somam R$ 68,2 milhões. É o que dizem os relatórios encaminhados ontem pela Prefeitura Municipal à Defesa Civil de São Paulo e ao Ministério da Integração Nacional, os órgãos estadual e federal que deverão homologar o estado de emergência decretado pela prefeita Bel Lorenetti (PSDB) logo após o sinistro, com o objetivo de obter verbas para a recuperação e abrir caminho para que os particulares atingidos também possam obter benefícios como, por exemplo, a liberação de parcela do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A estimativa anterior era de R$ 35 milhões.
Os prejuízos privados foram de R$ 28 milhões na indústria, R$ 15 milhões no comércio e R$ 11,5 milhões na agricultura. Os danos públicos foram de R$ 10 milhões, em obras, instalações e galerias pluviais e de esgotos. Os danos de terceiros em prédios atingidos pela cheia são estimados em R$ 3,75 milhões.
Segundo o relatório, foram atingidos 415 prédios, dos quais 99 são comerciais. 30 deles foram destruídos e outros apresentam interdições parciais. Foram atingidos pela cheia, 1.342 pessoas, das quais 997 desalojados, 131 desabrigados e 156 afetados sem a necessidade de abandonar seus domicílios. Do sinistro restaram dois mortos (um jovem e um idoso), ambos na região do Jardim Primavera, 21 feridos por diversas razões e 35 enfermos, sendo a maioria deles acometidos de crise nervosa.
A diretora administrativa da Prefeitura, Silvia Maria Gasparotto, que coordenou o relatório enviado aos governos federal e estadual, destacou que durante todos esses dias o empenho foi total por parte das equipes da Prefeitura em todos os seus órgãos, bem como da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e do voluntariado dos diferentes credos, clubes e instituições. Lembrou também que além dos números oficiais, contidos no relatório, ocorreram muitas ações diretas, onde pessoas e instituições foram trabalhar para o socorro das vítimas sem terem sua atividade cadastrada. 
AGRONEGÓCIO
Os prejuízos da enchente que assolou Lençóis Paulista no último dia 13 ainda estão sendo contados. Segundo a prefeita Bel Lorenzetti (PSDB), a estimativa geral é de perca de R$ 25 milhões, só o setor canavieiro deve ter prejuízo de R$ 11 milhões. No município de Lençóis Paulista, os associados da Ascana cultivam 47 mil hectares de cana-de-açúcar. Desse montante, 5% não vão ser colhidos na próxima safra.
O presidente da Ascana, Luiz Carlos Dalbén, explica que vários fatores contribuíram para esta perda. “Nós temos áreas com muita cana caída, muitos terraços encheram e extravasaram e a cana pequena que estava brotando não vai germinar. Onde a água passou levou parte dos insumos agrícolas, teve assoreamento no meio do canavial. Tudo isso contribui de alguma forma para diminuir a produção na próxima safra”, diz. As áreas mais atingidas são as de solo arenoso.
Dalbén ressalta que nesta conta não entra outras intervenções que precisam ser feitas, como a recuperação de pontes e estradas municipais. “Nós já conversamos com a prefeita Bel e os produtores de cana vão ajudar a recuperar e dar manutenção nas estradas. Temos máquinas, caminhões e se preciso até doar material, porque em abril começa a safra e temos que escoar a produção”, avalia.
Desde o dia da enchente, a Ascana e seus associados colocaram a disposição da Defesa Civil, sua base de informações, a frota de veículos e também de trabalhadores.
“Os parceiros liberaram 12 caminhões-pipa para transporte de água potável e também para limpeza das ruas. Todos com motorista e ajudante, inclusive sábado e domingo e até o horário necessário”, conta. Além disso, Dalbén informa que os associados disponibilizaram máquinas, pá carregadeira, caminhões basculantes e um grupo de funcionários para ajudar na limpeza da cidade, com a supervisão de um técnico agrícola.
ESTRADAS
A rodovia Antonio Carlos Vacca, que liga Borebi à rodovia Marechal Rondon e a Lençóis Paulista, sofreu ontem o solapamento a 1,3 quilômetro da chegada à vizinha cidade. O local já apresentava problemas em meia pista e agora está com a outra parte também comprometida e colocando em risco o tráfego de veículos. O prefeito Manoel Frias (PR) acionou ontem o departamento técnico da concessionária Rodovias do Tietê, que deverá vistoriar a área e providenciar os reparos. Ainda não se sabe se será necessário interditar a via. Por conta da concessão, a empresa cuida da Marechal Rondon e das vicinais que dão acesso às cidades.
O prefeito disse ontem a O ECO que os prejuízos decorrentes da chuva naquele município somam R$ 7,5 milhões. São R$ 5 milhões na zona rural e R$ 2,5 milhões na área urbana. Espera-se para os próximos dias a homologação do estado de emergência, sem o que Frias disse ter dificuldades para recuperar a cidade. Ele reuniu no início da semana as empresas que prestam serviços no município, às quais pediu a colaboração. Elas esperam o pronunciamento do Estado em relação ao estado de emergência para em seguida definirem como poderá ajudar.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2017 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia