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Frigol anuncia que cumpriu recuperação judicial
Processo iniciado em 2010 foi cumprido integralmente por empresa que anuncia investimento de R$ 10 milhões em Lençóis
Frigol anuncia que cumpriu recuperação judicial
CRESCIMENTO - Luciano Pascon, presidente Executivo e Djalma de Oliveira, presidente do Conselho
O Grupo Frigol anunciou ontem que encerrou o processo de recuperação judicial e que vai investir R$ 10 milhões em Lençóis Paulista para ampliar sua unidade na Vila Mamedina, que até o mês de julho deve iniciar a produção de alimentos processados como hambúrguer, bacon defumado, entre outros. A empresa passou por uma grave crise financeira em 2008 junto com outros 23 frigoríficos de médio e grande porte no país e é a primeira a conseguir quitar suas dívidas e voltar a investir.
“A sentença de levantamento da recuperação judicial, proferida pelo Dr. Mário Ramos dos Santos, o juiz responsável pelo caso, já foi publicada e seus efeitos já estão ocorrendo. Isso significa que a Frigol cumpriu todos os compromissos assumidos durante o processo, o que é realmente muito importante. A Frigol, inclusive, é a primeira empresa do setor que conseguiu esse feito. Das 23 empresas que entraram em recuperação por causa da crise de 2008, 20 fecharam as portas”, explicou o presidente executivo do Grupo Frigol, Luciano Pascon.
Para Djalma Gonzaga de Oliveira, presidente do Conselho Administrativo do Grupo – que reúne os acionistas da empresa – , a reestruturação feita em 2010 foi a principal responsável pelo resultado conquistado agora. “Nossos problemas eram grandes, mas não eram insolúveis. Então o caminho encontrado foi promover uma reestruturação completa da empresa. Isso foi essencial para que conseguíssemos superar essa situação de recuperação judicial e voltar a crescer”, diz.
De acordo com Pascon, o Grupo Frigol tinha mais de R$ 145 milhões em dívidas quando a empresa entrou com pedido de recuperação judicial. Nesse meio tempo, a Frigol pagou quase R$ 100 milhões em dívidas com credores, restando apenas financiamentos de médio prazo que devem ser quitados nos próximos anos. “Hoje, nossa dívida com instituições financeiras é de aproximadamente R$ 50 milhões. Mas isso são dívidas negociadas que nós temos oito anos para pagar”, disse. Para se ter uma ideia da redução da dívida, diz Pascon, em 2008 ela representava 4,3 vezes a receita da empresa. Hoje, essa proporção é de 1,2.
Na prática, a finalização do processo de recuperação judicial devolve à Frigol o “status” de empresa saudável, permitindo que ela volte a ter acesso a linhas de crédito o que possibilita novos investimentos. “Hoje todas as dívidas que nós temos são dívidas administradas, que permitem e acompanham nosso crescimento”, informa Pascon. “No começo da recuperação, nós faturávamos R$ 500 milhões. Já em 2014 fechamos com R$ 1,2 bilhão e no ano passado encerramos o ano com R$ 1,6 bilhão. São dados que mostram a evolução da empresa”, completa Djalma.
MERCADO CHINÊS
O presidente executivo disse também que a fábrica de Lençóis Paulista foi aprovada e em um mês começa a exportar para a China, um mercado muito promissor para o setor. Hoje 18% do faturamento da empresa vêm do setor de exportação, que compreende cerca de 60 países. Com o ingresso no mercado chinês, a expectativa do Grupo é que esse percentual chegue a 32%. “Nós começamos a produzir no início de fevereiro e até o início de março nosso produto já começa a chegar ao mercado chinês”, explica.
Além disso, a empresa está investindo R$ 10 milhões na ampliação da fábrica de Lençóis. O objetivo é que até julho a empresa coloque no mercado outros produtos processados, como hambúrguer.
“Estamos construindo novas câmaras, uma nova área para expedição, um túnel contínuo com capacidade de congelamento para 100 toneladas por dia, um processo que só os frigoríficos mais modernos possuem”, explicou Pascon. Só essa nova área deve gerar cerca de 70 postos de trabalho. “Hoje nós estamos observando o mercado de proteína animal e vemos boas oportunidades”, finaliza Djalma.
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