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Arnaldo Jardim e Milton Monti defendem impeachment de Dilma
Sessão do processo de admissibilidade do impeachment começou ontem e segue até amanhã
Arnaldo Jardim e Milton Monti defendem impeachment de Dilma
A Câmara dos Deputados abriu ontem, às 8h55, a sessão de discussão e votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Falaram logo na abertura o jurista Miguel Reale Junior, um dos signatários da denúncia e o advogado geral da União, Jose Eduardo Cardozo, na defesa da governante. Em seguida desfilaram ao microfone os líderes dos 25 partidos com assento naquela casa legislativa, defendendo as posições de suas agremiações no processo. Hoje falarão os deputados que se inscreverão individualmente; cada um terá três minutos. Amanhã, às 1h400, os trabalhos serão retomados e o relator da comissão especial, deputado Jovair Arantes (PTB-GO) fará uso da palavra. Em seguida, por volta das 15h30, começará a votação, com cada parlamentar chamado ao microfone.
A votação começará pelos deputados do estado de Roraima, seguidos pelos do Rio Grande do Sul e, a partir de então, os representes dos estados serão chamados alternadamente, conforme estabelece regimento interno da Câmara. A expectativa é que a votação termine por volta das 19h, mas poderá avançar além desse horário se houverem muitas questões de ordem ou problemas.
O advogado geral da União, José Eduardo Cardoso, tentou adiar a votação, através de mandados de segurança impetrados junto ao Supremo Tribunal Federal, sob a alegação de cerceamento de defesa e não cometimento de crime. Os ministros, no entanto, negaram provimento. Ontem à noite, a presidente Dilma Rousseff, sou a rede nacional de televisão para fazer sua defesa pública. São Paulo, Salvador, Brasilia e outras capitais, além de algumas cidades maiores já registravam manifestações populares vinculadas ao processo de impeachment. É esperado para hoje o aumento das concentrações. 
JARDIM
O deputado Arnaldo Jardim (PPS), o mais votado em Lençóis Paulista nas ultimas eleições, deixou ontem o posto de secretário de Agricultura do Estado de São Paulo para reassumir o seu mandato na Câmara e votar no processo de impeachment. Ele falou a O ECO que votará pelo afastamento da presidente porque considera que “o uso reiterado de artifícios que ela fez em relação ao orçamento, numa tentativa evidente de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal, a LDO e a Lei Orçamentária, que tinham parâmetros claros sobre o superávit que deveria ter sido buscado pelo governo, deixou claro o desrespeito à legislação e comprometeu a gestão fiscal do país”. Afirmou que “com esse procedimento, a presidente abriu uma crise profunda, que hoje se desdobra no descontrole da inflação, no desaquecimento brutal da economia e numa perda de poder aquisitivo que faz com que todo o processo alardeado de distribuição de renda volte para trás com uma reconcentração da renda no país”.
MILTINHO
Milton Monti (PR), o segundo mais votado em Lençóis, revelou que decidiu votar pelo impeachment na última segunda-feira depois de analisar a denúncia, a defesa e toda conjuntura. “Me convenci de que há crime de responsabilidade, especialmente quando há uma suplementação de verba em autorização do Congresso Nacional. É como um prefeito suplementar a verba sem que a Câmara autorize. Isso e crime de responsabilidade. Portanto, preenchida a questão técnica,.. A questão política também está ai: os escândalos se sucedendo, a situação econômica grave, o desemprego. Vemos que o governo não tem condições, liderança, credibilidade para que o pais possa retomar o desenvolvimento econômico” – afirmou..
Monti lembrou que o próprio ex-presidente Lula está defendendo apenas a viabilidade do seu partido (o PT) para as eleições de 2018 e que não tem dúvida de que o impeachment será aprovado.
Na sua avaliação, serão mais de 380 votos, uma maioria folgada, pois para a aprovação são necessários apenas 342, o equivalente a dois terços das 513 cadeiras da Câmara.
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