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Relatório de denúncia contra vereador movimenta a sessão
Tipó propõe o arquivamento de denúncia contra Jonadabe, mas Dodô pede vista por ser membro da Comissão e não ter visto texto
Relatório de denúncia contra vereador movimenta a sessão
Dodô Santana pede vista de relatório que trata de quebra de decoro de Jonadabe; ele é membro da Comissão de Ética e diz não ter visto texto
A sessão de anteontem, na Câmara Municipal, terminou tensa por conta do encaminhamento dado pela Comissão de Ética, que tem como relator o vereador Ailton Tipó Laurindo (PMDB) à denúncia apresentada pelo presidente da ASP (Associação dos Servidores Públicos de Lençóis Paulista), Marcos Antonio Francatti, contra o vereador Jonadabe José de Souza (PTB), sobre o qual pede a apuração de faltas contra a ética e o decoro parlamentar. O denunciante afirma ter o vereador faltado com o decoro durante a sessão do dia 22 de fevereiro ultimo ao, para se defender de notícias relativas ao seu mandato frente à associação, onde foi presidente e perdeu as últimas eleições, ter proferido ofensas e colocado apelidos pejorativos aos atuais diretores da entidade.
Diante da notícia de que Jonadabe teria deixado dívida de R$ 529 mil, - publicada por O ECO na edição de 20-02 - o vereador contestou a informação e classificou os atuais dirigentes da ASP como “marionetes”, “fantoches”, “lacaios” ou “paus mandados”. Como o fez na sessão da Câmara, que é transmitida pela internet e pela TV Prevê de Bauru, contratada pelo Legislativo, é acusado por Francatti de ter usado recursos públicos (pagos com o dinheiro do povo) para tratar de assuntos particulares, enquanto ex-dirigente da ASP.
PARECER
Em seu parecer, na Comissão de Ética e Decoro, o relator, vereador Tipó, opta pela inadmissibilidade de denúncia e propõe o seu arquivamento, “por considerar que o Vereador Jonadabe José de Souza agiu em legítima defesa de sua honra e imagem, uma vez que repeliu ofensas proferidas e divulgadas pelo subscritor da representação”. E vai além: “nada teria acontecido se o representantes não tivesse provocado a situação da forma que provocou. Poderia, sem dúvida, ter prestado contas do inicio de sua gestão aos servidores municipais, porém, deveria ter evitado a conotação pejorativa, desagradável e desonrosa à administração de seu antecessor”. 
O parecer estava inserido na pauta da sessão, já com a assinatura do presidente da Comissão, vereador Humberto José Pita (PRB), que indicou acolher seus termos na íntegra. Porém, o outro membro, vereador Dodo Santana (PSDB), pediu vistas, sob a alegação de que não tinha conhecimento da matéria, tanto que não havia assinado o material colocado na pauta, até então do desconhecimento de vários vereadores, segundo declaração deles próprios durante o debate. Para sanar o denunciado problema de falta de conhecimento do plenário, o presidente Prado de Lima (Rede) determinou a leitura da denúncia – executada pelo segundo-secretário, vereador Nardeli da Silva (PMDB) – e do parecer, feita pelo próprio relator.
Diante da falta de acordo sobre a matéria, o plenário concedeu vista ao vereador Dodo Santana que, se não concordar com o parecer do relator poderá produzir o seu em separado para ser submetido ao plenário quando a matéria voltar à pauta. Consultado por O ECO, o vereador reafirmou não ter tido conhecimento do problema e da tramitação na comissão em tempo de poder emitir sua opinião. Disse que analisará tudo nos próximos dias para tirar suas conclusões e evitou adiantar se fará ou não relatório paralelo. 
PROJETOS
A sessão foi pródiga em honrarias. Foram aprovado três títulos de cidadania e dois de ordem do mérito e, além desses, também foram apresentados outros três títulos de cidadania, que deverão ser discutidos e votados nas próximas sessões. Os vereadores tucanos André Paccola Sasso, o Cagarete, e Emerson Carrit Coneglian, apresentaram sete projetos, que versam sobre violência contra professores, motivação à leitura, uso de energia solar em prédios públicos, instalação de torneiras econômicas e instalação de bicicletários nas escolas públicas.
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