Padre Silvano se despede para assumir paróquia em Macatuba
Após quase 18 anos à frente da comunidade católica da região da Cecap, sacerdote deixa cidade em janeiro
Padre Silvano se despede para assumir paróquia em Macatuba
MISSÃO CUMPRIDA - Depois de 18 anos, padre Silvano deixa Paróquia Cristo Ressuscitado e segue para nova etapa da jornada em Macatuba (Foto:Divulgação)
“Todo ciclo precisa se encerrar uma hora”. É com esta frase que padre Silvano Palmeira, da Paróquia Cristo Ressuscitado, na Cecap, inicia a entrevista concedida ao Jornal O ECO para falar de sua transferência para Macatuba. Após quase 18 anos em Lençóis Paulista, o sacerdote deixará a cidade no início de janeiro para substituir o padre Antônio Donizete Musachio na Paróquia Santo Antônio, única do município vizinho, onde seguirá com a missão de evangelizar a partir do ano que vem.
O pedido de transferência partiu dele próprio, que entendeu que era o momento de mudar de ares para continuar contribuindo com a Igreja e solicitou a mudança a Dom Maurício Grotto de Camargo, arcebispo da Arquidiocese de Sant’Ana, de Botucatu. “Acho que estava na hora de buscar uma experiência nova. As pessoas da comunidade ficaram apreensivas e tristes, mas um dia é preciso mudar. Também fico triste por partir, mas feliz por acreditar que cumpri minha missão aqui”, ressalta.
Natural de Avaré, padre Silvano, de 52 anos, chegou a Lençóis em 2002, mais precisamente no dia 24 de março, quando assumiu a Paróquia Cristo Ressuscitado, na época com apenas três anos de existência. Ordenado padre no dia 25 de janeiro do mesmo ano, o religioso é um caso atípico entre as pessoas que decidem seguir a vocação do sacerdócio, pois entrou para o seminário relativamente tarde, aos 26 anos, mas sua escolha foi feita com muita convicção.
“Fui (para o seminário) sabendo muito bem o que eu queria. Joguei tudo para o alto e segui meu caminho. No início, foi um choque para todo mundo com quem eu convivia. Para os colegas de trabalho, amigos e, principalmente, para minha família, que era católica, mas não praticante. Meu chefe chegou a dizer para minha mãe que eu estava ficando louco, mas nada me fez mudar de ideia. A vocação falou mais alto”, comenta padre Silvano.
Filho de dona Alice, falecida há três anos, e seo Sílvio, de 79 anos, padre Silvano é o primogênito da família de sete irmãos, por isso, desde cedo foi à luta para ajudar em casa. Aos oito anos já era engraxate, depois trabalhou como entregador, montador de móveis, auxiliar de serviços gerais, até passar em um concurso dos Correios, onde permaneceu por oito anos como carteiro, antes de abandonar tudo para atender ao chamado de Deus.
Talvez por conta das responsabilidades que desde cedo precisou assumir, nem sempre teve forte ligação com a Igreja. Na infância, chegou a ser coroinha do padre Emílio Immos, na Capela (hoje paróquia) São Pedro, em sua cidade natal, mas acabou se afastando um pouco da religião. A responsável por levá-lo de volta foi Irmã Modesta, uma freira suíça que estava em missão em Avaré. Foi ela, inclusive, que o incentivou a entrar para o seminário.
Ao todo foram oito anos entre o início dos estudos no Seminário de Botucatu até a conclusão das faculdades de teologia e filosofia no Seminário de Marília. A primeira - e única - parada após a ordenação foi em Lençóis Paulista. Em quase 18 anos à frente da Paróquia Cristo Ressuscitado, padre Silvano contribuiu imensamente para fortalecer o elo entre a Igreja e a comunidade. Não por acaso, é muito querido não apenas pelos fiéis da paróquia, mas de toda a cidade.
Desde sua chegada, construiu o salão paroquial e o centro catequético, reformou toda a igreja e também criou e estruturou as capelas de Nossa Senhora do Rosário (Jardim do Caju), Santa Terezinha (Jardim Monte Azul), Santo Expedito (Jardim Príncipe) e Santana e São Joaquim (Jardim Santana), que foi elevada à paróquia em 2016. Nos últimos anos, também assumiu como vigário na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Borebi, da qual também se despede.
Antes de seguir seu caminho, padre Silvano deixa uma mensagem aos fiéis que o acompanharam até aqui e também aos que irão recebê-lo na nova cidade. “Aos que ficam, agradeço muito pela acolhida. Espero ter conseguido exercer bem meu papel nesses anos. Fiz muitos amigos aqui e vou levar todos em meu coração. Saio com a sensação de dever cumprido. Aos macatubenses, digo que chego com o coração aberto e, desde já, amando toda a comunidade. Espero fazer um bom trabalho”, finaliza.
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