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Catadoras de recicláveis fazem ato por melhores condições detrabalho
Grupo de cerca de 100 pessoas percorreu ruas do Centro da cidade com faixas
Catadoras de recicláveis fazem ato por melhores condições detrabalho
APOIO - Trabalhadoras da Cooprelp foram acompanhadas por integrantes de outras cooperativas e movimentos sociais - (Foto:Elton Laud/OECO)
Na tarde de quarta-feira (4), integrantes da Cooprelp (Cooperativa de Reciclagem de Lençóis Paulista), com apoio de cooperativas da região e militantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, realizaram uma manifestação pelas ruas de Lençóis Paulista, reivindicando melhores condições de trabalho.
Com cartazes e faixas cobrando apoio do poder público, cerca de 100 manifestantes partiram do Parque do Paradão e seguiram por vias do Centro até chegar ao Paço Municipal, onde esperavam ser recebidos pela prefeita Bel Lorenzetti, que, no entanto, estava em São Paulo, participando de uma reunião do Conselho Estadual de Recursos Hídricos.
Representantes do grupo aceitaram ser recebidos pelos diretores Benedito Luiz Martins (Meio Ambiente), Silvia Maria Gasparotto (Administração) e Luiz Eduardo Conti (Planejamento) com a promessa de que outro encontro com a presença da prefeita seria marcado.
REIVINDICAÇÕES
A entidade, que há 13 anos realiza a separação dos materiais recicláveis na Usina de Compostagem e Reciclagem, reclama da constante quebra dos caminhões utilizados na coleta seletiva, o que, segundo a presidente Marilza Rodrigues de Oliveira, reflete diretamente na renda das 42 cooperadas. “Ganhamos pelo que vendemos. Se a gente não tiver condições de coletar materiais na rua a gente não tem salário”, diz.
Também questiona pontos do convênio firmado com a prefeitura, como o período de três anos de vigência - termina em 2017 - da concessão da área e a cláusula que impõe o repasse de 5% do valor da venda dos materiais à Adefilp (Associação dos Deficientes Físicos de Lençóis Paulista), que também atua na coleta. Outra reclamação é em relação a não renovação de outro contrato, que envolve especificamente a concessão do uso dos equipamentos, que estaria vencido desde meados de 2015.
A Cooprelp ainda reivindica a realização de campanhas de conscientização quanto à importância da coleta seletiva - o que aumentaria o índice de 20% de aproveitamento dos recicláveis -, e a possibilidade de a prefeitura firmar um contrato de prestação de serviço com a cooperativa, o que faria com que a renda das trabalhadoras - R$ 600 por mês - deixasse de estar atrelada à venda dos recicláveis.
“Não é do dia para a noite que as coisas vão mudar, a gente sabe das dificuldades, mas esperamos que exista um planejamento para melhorar nossa situação. A gente quer uma resposta sobre o que pode ser feito”, pondera Marilza.
O OUTRO LADO
O diretor Benedito Martins, avalia que é preciso que haja um entendimento mais amplo da situação, para que se chegue a uma solução que possibilite a realização de um trabalho que traga benefícios ao meio ambiente e às trabalhadoras.
Em relação aos veículos, ele explica que a prefeitura disponibiliza uma Kombi e um ônibus para o transporte das cooperadas, mas em determinados momentos, não tem condições de ceder dois caminhões para a coleta seletiva e que além do caminhão que é da cooperativa, outro é designado para essa finalidade, porém, nas últimas semanas os dois tiveram problemas e precisaram ir para a oficina. A reportagem apurou que na quinta-feira, um dia após a manifestação, três caminhões estariam realizando a coleta, um deles emprestado pelo SAAE.
Sobre as outras reivindicações, o diretor é cauteloso. “São coisas que precisam ser muito bem discutidas, pois envolvem outras variáveis, tanto em relação à disponibilidade orçamentária quanto à situação dos outros catadores que não fazem parte da cooperativa. Temos que trabalhar no sentido de proporcionar melhores condições às catadoras, mas, enquanto poder público, não podemos esquecer que existem outros agentes sociais. Não podemos ser unilaterais”, ressalta.
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