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Senado pode afastar hoje Dilma e empossar Temer no governo
Se aprovado o parecer do senador Antonio Anastasia, o vice Michel Temer será convocado para assumir o governo
Senado pode afastar hoje Dilma e empossar Temer no governo
AGENDA OFICAL - Dilma Rousseff, na entrega de novo terminal no Aeroporto Santa Genoveva - (Foto: Divulgação)
A sessão que deverá decidir o afastamento (ou não) da presidente Dilma Rousseff (PT) será aberta hoje, às 9 horas, no Senado Federal. Haverá uma pausa ao meio-dia; retomada às 13 horas e uma nova paralisação às 18 horas; retorna às 19 horas para realizar concluir os debates e começar a votação, que é aberta e deverá ser realizada por meio do painel eletrônico do plenário. Será lido o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e ouvidos os autores do pedido de impeachment, bem como a defesa da presidente. Às 15 horas será aberto o livro para que os senadores se inscrevam para falar a favor ou contra a instauração do processo. O presidente Renan Calheiros estima que aproximadamente 60 dos 81 senadores deverão fazer uso da palavra e que a sessão durará aproximadamente 10 horas. Se assim ocorrer, o resultado será conhecido no inicio da noite. Mas é bom lembrar que sempre ocorrem tentativas de obstrução e protelação, que poderão levar o veredicto para a madrugada de amanhã. 
Se aprovado o parecer de Anastasia, a presidente será notificada pelo Senado de seu afastamento por 180 dias e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) convocado a assumir o governo interinamente. Durante os seis meses do afastamento, os senadores, então dirigidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowaski, processarão a presidente – ouvindo acusação e defesa e coletando provas – para, ao final, decidirem pela cassação do seu mandato ou pela sua reintegração ao governo. 
GOLPE?
Ao mesmo tempo em que Dilma trata o impeachment como “golpe”, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), tentou na segunda-feira anular a sessão do dia 7 de abril, onde os deputados acataram o afastamento da presidente. 
Renan Calheiros ignorou a medida e deu sequência ao processo, marcando a sessão de julgamento da admissibilidade. Acossado pelo anúncio de pedidos da cassação do seu mandato por quebra de decoro (ele não teria legitimidade para anular uma decisão já tomada pelo plenário) Maranhão voltou atrás e anunciou sua decisão no inicio da madrugada de ontem. Mesmo assim, parlamentares de diversos partidos insistem no seu afastamento da presidência e pregam a cassação do seu mandato de deputado. 
MANIFESTAÇÕES
O ato do presidente da Câmara provocou manifestações tanto a favor quanto contra o afastamento da presidente da República em seus estados. Ontem, manifestantes pró Dilma, bloquearam vários pontos de São Paulo (capital) e a estrada de acesso ao aeroporto internacional de Cumbica (Guarulhos), interromperam o serviço de ônibus em dez cidades da região de Sorocaba. Capitaneados pela Frante Brasil Popular, que reúne vários movimentos e entidades que apóiam o Partido dos Trabalhadores e Dilma, também ocorreram protestos nos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraná.  
Na região, cerca de mil integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) invadiram n a segunda-feira (09) a Fazenda Esmeralda, de Duartina, afirmando que se trata de uma propriedade ligada a Michel Temer. Segundo o movimento, aquela propriedade teria sido utilizada pelo vice-presidente para as articulações políticas que levaram ao impeachment. João Batista Lima Filho, um dos sócios da propriedade, disse que a fazenda é apenas uma propriedade produtiva e absolutamente regular. Também afirmou estar tomando as medidas judiciais de reintegração. 
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