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Já são dois os casos de Dengue em Lençóis Paulista
Vítimas se contaminaram em viagem a outras localidades, mas suas presenças aqui aumentam os cuidados contra a transmissão
Já são dois os casos de Dengue em Lençóis Paulista
NEBULIZAÇÃO - Equipes da prefeitura realizam nebulização na região de doentes
A cidade contabiliza dois novos casos de dengue “importados” nesse começo de ano. O primeiro e de uma moradora da Bela Vista, que esteve em Jaboticabal e lá deve ter sido contaminada. O exame realizado em laboratório particular confirmou a dengue, e foi coletada amostra para a confirmação oficial no Laboratório Adolfo Lutz. A segunda atacada pelo mal é uma moradora do Jardim Açaí. Ela esteve em Ponta Porã, na divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e, ao retornar a Lençóis Paulista, apresentou o sintoma, foi submetida ao teste e teve confirmada a doença.
Em atendimento aos protocolos de combate à dengue, as equipes da Saúde Pública realizaram o bloqueio num raio de 200 metros das residências dessas duas vítimas, inspecionando todos os quintais e instalações à procura de criadouros e peças que possam acumular água e se transformarem em pontos de reprodução do mosquito. Nos pontos onde já haviam criadouros ativos, foi aplicado o inseticida e os responsáveis pelo imóvel notificados a fazer os reparos num prazo máximo de 24 horas para evitar a possibilidade de eclosão de novos mosquitos e a transmissão da doença, já que nas áreas existem pelo menos duas pessoas contaminadas.
MUTIRÃO
A Diretoria de Saúde, em sua programação, tinha marcado para o próximo sábado, dia 29, a realização de um mutirão de limpeza na região do Rio Lençóis, nos mesmos moldes do trabalho realizado ano passado na areado Rio da Prata. Esse trabalho, no entanto, foi adiado porque os caminhões que nele seriam utilizados estão hoje empregados na limpeza dos pontos atingidos pela enchente. Assim que a situação voltar à normalidade o mutirão será realizado. Isso , no entanto, não invalida os pedidos de atenção à população na manutenção de seus imóveis para evitar a propagação do mosquito transmissor.
Como suporte aos trabalhos de prevenção, supervisores da saúde comunitária e agentes da Saúde realizaram a Avaliação de Densidade Larvária e Índice de Breteau. Os dados coletados estão agora em tabulação e avaliação. Nós próximos dias os índice serão conhecidos e determinarão as ações e prioridades a serem adotadas para o controle do mal.
PERDE FEIO
Em uma declaração polêmica, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse na segunda-feira (25) que o Brasil está perdendo "feio" no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya.
A afirmação ocorreu após visita à sala de coordenação instalada pelo governo do Distrito Federal para organizar novas ações de controle do vetor na região.
"Nós estamos há três décadas com o mosquito aqui no Brasil e estamos perdendo feio a batalha para o mosquito", afirmou, ao lembrar que o país registrou recorde de casos de dengue em 2015, com mais de 1,6 milhão de casos.
A declaração de que o país perde a batalha contra o mosquito, no entanto, gerou insatisfação no Palácio do Planalto, que tem buscado reforçar as ações no combate ao mosquito – além da dengue, o país viu crescer nos últimos meses o número de Estados com circulação confirmada do vírus zika. 
Desde a última semana, a presidente Dilma Rousseff têm feito reuniões para discutir novas medidas para evitar o avanço do vírus, que tem sido associado à ocorrência de microcefalia em recém-nascidos.
Essa não foi, no entanto, a primeira vez que o ministro fez críticas à falta de ações contra o Aedes aegypti.
Em dezembro, o ministro disse, em audiência na Câmara, que houve uma certa "contemporização" do governo e sociedade no combate ao mosquito. "Ficamos sempre na loteria", afirmou.
VACINA 
Durante o encontro nesta segunda-feira, Castro também disse que a situação se agrava diante da falta de uma vacina contra o zika.
"Toda a nossa energia e nossos esforços são dirigidos numa ação única e concentrada, que é o combate ao vetor. Ainda não temos outra arma disponível no momento. A arma fatal e maior que podemos ter é a vacina, mas sabemos que, por mais rápido que ande, vamos demorar de três a cinco anos", disse.
OMS CONTESTA
A Organização Mundial da Saúde (OMS) contestou as declarações do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que disse que o Brasil "perde feio" a batalha contra o Aedes aegypti. 
Com cuidado político, o organismo mandou uma mensagem diferente sobre como avalia a situação. "Acho que é algo fatalista", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, na manhã desta terça-feira, 26, em Genebra, na Suíça, ao responder a uma pergunta do Estado sobre a declaração do ministro. "Se esse fosse o caso, poderíamos abandonar tudo. Não é o caso", disse.
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