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De Dilma a Temer: Governo muda a orientação política e econômica
Presidente interino prega a conciliação nacional, a restauração da confiança no país e a reativação da economia
De Dilma a Temer: Governo muda a orientação política e econômica
METAS - Michel Temer durante seu primeiro discurso como presidente interino - (Foto: Divulgação)
Depois de passar uma noite em claro (de quarta para quinta-feira), acompanhando a sessão do Senado Federal, que durou 22 horas e afastou a presidente Dilma Rousseff (PT), o Brasil assistiu nos últimos dois dias o inicio do governo provisório chefiado pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB). Por até 180 dias ou até que o Senado decida o seu destino, Dilma continuará morando no Palácio da Alvorada e terá direito ao salário de R$ 30 mil, assistência de saúde, transporte e segurança. Temer continuará morando no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, e terá todas as responsabilidades de governar. Se ao final dos 180 dias, os senadores não tiverem concluído o processo (o que é improvável), Dilma volta automaticamente ao governo; se concluírem por sua condenação pelos crimes de responsabilidade que motivaram o afastamento, terá o mandato cassado e Temer será oficializado como titular do governo até o final do atual quatriênio, que se dará no dia 31 de dezembro de 2018.
Michel Temer começou seu governo reduzindo dez ministérios, dos 32 mantidos por Dilma para 22. Sua primeira ação foi a edição de medida provisória que cria o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), batizado pela equipe de Crescer, com enfoque na geração de empregos. O objetivo do programa é ampliar as oportunidades de investimento e emprego e estimular o desenvolvimento tecnológico e social, em harmonia com as metas de desenvolvimento social e econômico do país. É por aí que o governo deverá modular suas obras e concessões de infraestrutura. 
No discurso inicial, o presidente interino conclamou à conciliação nacional, anunciou o novo slogan do governo – “Ordem e Progresso”, emprestado da Bandeira Nacional, em lugar de “Brasil: Pátria Educadora”, usado até então – e disse que trabalhará para a reativação da economia, promovendo as reformas administrativa, econômica e previdenciária. Falou da necessidade de recuperar a confiança nacional e internacional e, como frase de efeito, citou aquilo que viu escrito na tabuleta de um posto de gasolina na rodovia Castelo Branco: “Não fale em crise. Trabalhe”. Com isso, pediu a todos que não falem em crise, mas atuem para superá-la.
MEDIDAS
O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem, logo depois da primeira reunião ministerial presidida por Temer que há um extenso trabalho de reorganização a se realizar na sua área e garantiu que o propósito é respeitar o direito adquirido. Quanto à questão tributária, foi enfático:  "O nível tributário hoje é elevado. Para que a economia volte a crescer de forma sustentável é importante que tenhamos como meta uma diminuição do nível de tributação. Dito isso, a prioridade hoje é o equilíbrio fiscal, a estabilização do crescimento da dívida pública. Caso seja necessário um tributo, ele será aplicado, mas certamente temporário”. Com isso, não descarta a volta da CPMF, o chamado imposto do cheque, que o governo de Dilma não conseguiu emplacar. 
Na virada do governo de Dilma para Temer, o Diário Oficial da União anunciou 220 exonerações entre ministros, secretários e assessores. Esse pessoal, certamente será substituído nos ministérios que permaneceram na nova planta do governo. Romero Jucá, que assumiu o Minstério do Planejamento, anuncia, no entanto, que até o final do ano serão extintos 4 mil cargos de livre nomeação, no esforço do governo para reduzir gastos sem aumentar a receita. 
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