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Hidrovia Tietê-Paraná volta a funcionar
Parada de 20 meses encareceu o transporte das safras, congestionou as estradas e impactou a economia regional
Hidrovia Tietê-Paraná volta a funcionar
NAVEGAÇÃO - Hidrovia é importante canal para escoar a produção de vários produtos
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) liberou na manhã da quarta-feira, dia 27, o tráfego de barcaças e comboios na hidrovia Tietê-Paraná, entre o reservatório da Usina Hidrelétrica Três Irmãos, no município de Andradina, e a eclusa inferior de Nova Avanhandava, em Buritama. O baixo nível das águas e a existência de pedras no leito do rio provocaram a interrupção do tráfego em maio de 2014. Além da volta da navegação, Alckmin anunciou a abertura, em fevereiro, da licitação para a implosão das pedras e desenrocamento do trecho, que garantirá a passagem das grandes embarcações mesmo nas épocas de pouca água. 
A hidrovia Tietê-Paraná é uma das principais vias de exportação do país. Tem 2.400 quilômetros de extensão e liga São Simão, em Goiás, ao Porto de Santos. É um transporte estratégico para o escoamento de grãos e celulose de 5 estados (São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Paraná). O custo é mais baixo e cada comboio tira das rodovias cerca de 200 caminhões. Durante os 20 meses em que ficou fechada, cerca de 4 milhões de toneladas de grãos, principalmente soja, deixaram de ser transportadas, um prejuízo de quase R$ 1 bilhão, além de muito desemprego. Estima-se que 1.600 postos de trabalho foram suspensos.
De 2006 a 2013, a quantidade de cargas no trecho cresceu de cerca de 3,9 milhões de toneladas para 6,3 milhões de toneladas/ano. Alguns dos principais produtos transportados são: milho, soja, óleo, madeira, carvão, cana-de-açúcar e adubo. Com a reativação da passagem de cargas de longo percurso, a projeção de movimentação na hidrovia, em 2016, é superar o montante de 6,3 milhões de toneladas registrado em 2013. Para o ano de 2017, a expectativa é de que essa quantidade suba para 7 milhões de toneladas.
Apesar da liberação, o diretor técnico do Departamento Hidroviário de São Paulo, Pedro Victoria, afirmou que os comboios ainda podem demorar alguns dias para voltar a navegar. “A maioria dos comboios está no porto de São Simão e agora vão iniciar os carregamentos de carga para que eles voltem a navegar. A expectativa é que até a primeira quinzena de fevereiro o tráfego pela hidrovia fique normalizado”, previu.
PEDERNEIRAS
Pederneiras é o município de nossa região que mais perdeu com o colapso da hidrovia. O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Juarez Solana de Freitas, lembra que por ser um entroncamento, onde a hidrovia se comunica com a ferrovia, o município reúne empresas transportadoras e estaleiros que podem gerar 300 postos de trabalho e arrecadar aos cofres municipais entre R$ 10 e R$ 30 milhões por ano. A volta dos comboios é festejada pelos operadores, mas eles não escondem a preocupação  com o futuro e que a falta de planejamento ou até de investimentos possam provocar futuras interrupções e mais prejuízos.
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