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Lençoenses reclamam de queda de fuligem preta
Cetesb vai averiguar o caso; empresa do distrito industrial pode ser a responsável
Lençoenses reclamam de queda de fuligem preta
PÓ PRETO - Fuligem tem atingido alguns bairros da cidade e causado transtornos aos moradores - (Foto: Elton Laud/O ECO)
A população de Lençóis Paulista, ainda que a contragosto, durante décadas se habituou a conviver com a queda do famoso "carvãozinho" proveniente da queima da cana-de-açúcar. Um transtorno que já fazia parte do cotidiano da cidade, mas que notadamente foi diminuindo nos últimos anos com a mecanização da colheita e, consequentemente, com o fim da queima da palha da cana. Porém, em alguns pontos da cidade, um problema parecido tem voltado a incomodar os lençoenses. A reclamação partiu de uma moradora da Vila Paccola, que pelo WhatsEco, (14) 99888-3311, enviou algumas fotos tiradas na manhã da última sexta-feira (20), mostrando o quintal tomado por uma fuligem fina e preta.
Segundo Rosangela Biazi, a queda da fuligem não acontece todos os dias, mas tem sido frequente nos últimos meses e, além dos transtornos com a limpeza, tem ocasionado problemas de saúde.
"A situação está complicada. A gente faz de tudo para economizar água, mas tem que lavar o quintal direto. Fica tudo preto com esse pozinho. Tenho rinite alérgica e minha mãe, que tem 83 anos, está com problemas respiratórios. A gente não sabe mais o que fazer", lamenta a moradora que no dia do contato, sexta-feira, precisou, inclusive, passar por atendimento médico por conta de uma crise de rinite.
A moradora revela que já fez reclamações na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que é a agência responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição, e que recebeu a informação de que existe uma suspeita sobre a origem da fuligem e que o caso será investigado para que providências possam ser tomadas.
A reportagem esteve no local e constatou que o problema parece não se limitar apenas ao bairro. Neuza Aparecida Cardoso, que trabalha na Vila Paccola, mas reside no Jardim Ubirama, conta que é difícil um dia em que o quintal não amanhece todo sujo por conta do pó preto. "Esses dias eu tinha acabado de lavar meu quintal justamente por conta do pó, quando começou a chover e escorrer aquela água preta do telhado. A casa não para limpa", comenta.
Dirce Oliveira, que é empregada doméstica na Vila Antonieta, diz que precisa lavar o quintal até quatro vezes por semana por conta do pó e que a situação é a mesma em sua casa, no Jardim do Caju II. "Em casa é pior ainda, porque eu só consigo fazer faxina uma vez por semana. Tenho um filho de quatro anos com bronquite e o pó faz muito mal a ele. Tem que dar um jeito nisso", reclama.
Ao jornal O ECO, a Cetesb informou que tomou conhecimento do problema e que o fato será averiguado, mas que por não se tratar de uma situação emergencial não existe uma data prevista para que isso aconteça. A agência revelou que assim que possível uma inspeção será feita no local de origem (da reclamação) para coletar amostras do material, que será analisado.
Técnicos da companhia revelaram que existe suspeita em relação a uma empresa situada no Distrito Empresarial - o nome não foi revelado -, mas que não é possível fazer qualquer afirmação sem uma investigação. O que gera maior dúvida, de acordo com a agência, é a grande distância entre a possível fonte geradora da fuligem e os locais das reclamações. Por conta disso, será feita uma sondagem para averiguar se existe alguma empresa próxima ao local da reclamação que possa estar gerando a fuligem.
Se comprovada a responsabilidade de qualquer empresa pela fuligem ela será notificada - com ou sem multa - e orientada a solucionar o problema. A partir da terceira notificação, o procedimento, segundo a Cetesb, é encaminhar o caso à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que pode determinar a suspensão das atividades e até mesmo a interdição da empresa.
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