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Tratamento de esgoto volta a operar em até 60 dias, diz Marise
Rede de interceptores rompeu em oito pontos diferentes; cinco estão recuperados, dois em fase final de conclusão
Tratamento de esgoto volta a operar em até 60 dias, diz Marise
RECUPERAÇÃO - Servidores do Saae durante trabalho em um dos 8 pontos rompidos na inundação de janeiro - (Foto: Divulgação)
O sistema de tratamento de esgoto de Lençóis Paulista deve estar normalizado em até 60 dias depois de ter sido destruído pela inundação provocada pelas chuvas nos dia 12 e 13 de janeiro deste ano. O trabalho das equipes do SAAE já recuperou quase toda a rede de interceptores, que rompeu em oito pontos diferentes. “A inundação de janeiro, é bom lembrar, deixou a ETA (Estação de Tratamento de Água) submersa o que fez com que tivéssemos o abastecimento comprometido em alguns bairros e também alagou a nossa sede administrativa. Recuperamos a ETA em 72 horas e normalizamos o abastecimento. Três semanas depois a sede administrativa voltou a funcionar. A ETE é um pouco mais complicado”, explica José Antonio Marise, diretor do SAAE.
Inaugurada em 2013, a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) recebe e trata, em média, 15,5 milhões de litros de esgoto por dia pelo sistema de lagoas aeróbicas. A rede de interceptores corta a cidade toda até chegar ao bairro Lageado. As chuvas de janeiro provocaram rompimento desta rede em oito pontos diferentes, sendo que em três deles as treliças – estruturas que suportam a rede em cima do rio- foram carregadas pela inundação o que exigiu recuperação total, inclusive da reconstrução dos pilares de sustentação. Na ponte que liga os bairros Mamedina e Contente foi preciso refazer 100 metros de rede de esgoto.
O trabalho do sistema de tratamento de esgoto segue acelerado, mas por conta da sua complexidade demanda mais tempo já que é necessário, antes da execução, a definição de projetos técnicos, compra de materiais e até contratação de mão de obra especializada. “O serviço é mais complicado pela dificuldade de acesso, os emissários são paralelos ao leito do rio, pela insalubridade, já que estamos falando de esgoto, e também pela dificuldade técnica, já que o sistema continua operando parcialmente”, explica Marise.
Além da rede de interceptores, a inundação comprometeu o funcionamento da Estação Elevatória de Esgoto que tem a função de bombear o esgoto para as lagoas de tratamento. Foram danificadas bombas, estrutura da casa das bombas e da caixa de sucção, dentre outras avarias. O sistema de desarenação, que retira do esgoto os objetos sólidos, também foi afetado e ficou cheio de areia e detritos.
O SAAE trabalha desde que a água baixou para recuperar o sistema de esgoto no menor tempo possível. Dos oito pontos afetados, cinco deles já foram restabelecidos. Outros dois pontos estão em fase de finalização. Um deles é responsável pela transposição do Córrego da Prata. O outro trata-se de estrutura grande e complexa, que atende linhas de efluentes tratados por duas empresas lençoenses e a linha de esgoto não tratado do município. A obra de recuperação dessas duas estruturas será concluída nos próximos 15 dias.
O oitavo ponto rompido pela inundação é a estrutura que sustenta os tubos da linha de recalque, responsável por enviar o esgoto da estação elevatória para as lagoas de tratamento, que foi totalmente destruída e exigirá investimentos na ordem de R$ 200 mil. O projeto técnico já foi feito e a obra está sendo licitada. A recuperação total da ETE deve ser concluída em 60 dias.
 
SAAE contrata empresa para recuperação do poço no Jardim Morumbi
A inundação que assolou Lençóis Paulista em janeiro deixou submerso o poço do Jardim Morumbi e fez com que duas fontes de água tivessem o abastecimento interrompido, a Biquinha e o Peixinho. 
Durante o processo de limpeza do poço após a enchente foi constatada avarias sérias na parte interna, o que na linguagem de técnicos se traduz em furos no encamisamento do poço. Para garantir a qualidade da água, o SAAE contratou a empresa Uniper e vai investir, com recursos próprios, pouco mais de R$ 46 mil para a reforma do poço Morumbi. 
O trabalho deve começar nas próximas semanas já que o contrato com a empresa vencedora da licitação já está assinado. Quando voltar a operar, o poço do jardim Morumbi volta a abastecer a fonte do Peixinho, na praça Alberto Giovanetti, em frente ao SAAE, e a fonte da Biquinha, perto do Almoxarifado. Com capacidade de produção de 39 mil litros de água por hora, o excedente será direcionado para a ETA (Estação de Tratamento e Água).
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