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Omi do Brasil demite 250 empregados
As demissões começaram em dezembro, quando a empresa decidiu desativar a linha de produção de fios para o mercado interno
Omi do Brasil demite 250 empregados
EMPREGO - Empresa demitiu quase um terço dos empregados de unidade de Lençóis
A Omi do Brasil Textil S/A demitiu 250 empregados do final de dezembro até os últimos dias. A informação é corrente na cidade, mas a empresa, procurada pela reportagem de O ECO, não se pronunciou a respeito, aliás, um procedimento habitual daquela organização em momentos como este. Conforme informações prestadas pelos próprios demitidos a vários segmentos, a empresa decidiu desativar sua linha de produção de fios de algodão destinados ao mercado nacional, dispensando os trabalhadores nela empregados. Pouco mais de uma dezena deles homologou a rescisão contratual na representação do Ministério do Trabalho e Emprego, e outros o fizeram no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Texteis, segundo revelaram fontes daqueles órgãos. 
A decisão de fechar a linha de produção estaria ligada a dois motivos principais. O aumento da conta de eletricidade, que subiu de R$ 500 mil para R$ 1,8 milhão por mês, e a alta do preço do algodão no mercado internacional, que torna mais vantajosa a venda da fibra para o exterior, em vez de colocá-la no mercado brasileiro em crise. Segundo informações, também extraoficiais, o presidente da empresa deverá vir a Lençóis Paulista nos próximos dias. 
MISTÉRIO
A existência da demissão em larga escala e a falta de informações acabam por deixar a comunidade apreensiva. Ninguém é capaz de prever como será o futuro da empresa na cidade e até mesmo se tem planos para manter nos moldes atuais a outra linha, destinada aos fios para o mercado externo, se vai ampliá-la ou tem planos para, em algum tempo, reativar as instalações ora desativadas. Antes de começar o processo de demissões em curso, a Omi possuía 680 empregados em sua planta local. Apesar de o sindicato estar homologando demissões, o funcionário que lá se encontrava ontem e havia prometido à nossa reportagem o número do telefone celular da presidente Maria Goreth Santana, nos disse que ela teria mandado nos dizer que “o sindicato não vai se pronunciar sobre as demissões sem a autorização da empresa”. Com o celular conseguido por outras fontes, tentamos com ela falar, mas só fomos atendidos pela caixa postal.
Nem mesmo o diretor municipal de Desenvolvimento e Geração de Emprego, Altair Aparecido Toniolo, o Rocinha, que tem por tarefa o fomento ao trabalho no município, foi comunicado sobre as demissões na indústria de fiação. “Eu também fiquei sabendo das demissões através do comentário de terceiros, não por informação da empresa” – disse ele, ontem, a O ECO. Rocinha disse que a ocorrência de demissões nesse nível é preocupante, mas deve ser tributada à crise nacional, já que o mercado é recessivo em todo o país e não só em Lençóis Paulista. “Aqui nós temos desenvolvido todas as ações para treinar as pessoas para o mercado de trabalho e facilitar a instalação, funcionamento e ampliação das empresas, e vamos continuar nessa linha de trabalho” – acentuou.
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