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Mosquito não dá trégua e cidades da região já registram dengue
Bauru e Botucatu também tiveram casos conformados de zika vírus, em Jaú, paciente contraiu febre chikungunya
Mosquito não dá trégua e cidades da região já registram dengue
LARVAS - Prevenção é único modo de evitar proliferação do mosquito
2016 mal começou e o mosquito Aedes aegypti já demonstrou que não pretende dar trégua. Esta semana, Lençóis Paulista e Agudos registraram os primeiros casos de dengue do ano. Cidades da região, além da doença que já preocupa os brasileiros há mais de 20 anos, também confirmaram casos positivos de zika vírus – causador da microcefalia -  e febre chikungunya, também transmitidos pelo mosquito, o que colocou as autoridades em estado de alerta.
Em Lençóis, os dois casos confirmados de dengue são importados. O primeiro registro aconteceu no Jardim Bela Vista, em uma moradora que esteve na cidade de Jaboticabal durante o período de transmissão. O segundo caso foi confirmado no Jardim Açaí, em uma moradora que esteve no município de Ponta Porã (Mato Grosso do Sul).
Segundo a assessoria de imprensa da Diretoria de Saúde, até o momento foram 13 notificações. Além dos dois casos positivos, outros três foram descartados e oito exames ainda aguardam a confirmação.
Em Agudos, um paciente foi diagnosticado com dengue até o momento. Na cidade, porém, o caso confirmado é autóctone (contraído no município). Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o paciente é morador do Jardim Santa Angelina.
Em ambos os casos, a informação é que os agentes responsáveis pelo controle de vetores já realizaram em um raio de 200 metros das residências dos pacientes infectados as ações de bloqueio de controle de criadouros e bloqueio por nebulização.
PROLIFERAÇÃO RÁPIDA
A preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti fez nos últimos anos, principalmente em 2015, o poder público investir em ações permanentes de combate, principalmente com visitas frequentes aos imóveis e ações de conscientização e orientação à população. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontam que 80% dos criadouros estão localizados em propriedades particulares, o que prova que a dengue e as outras doenças associadas ao Aedes só serão combatidas de forma efetiva com a participação popular.
Vale lembrar que em 2015, o Brasil enfrentou este ano a maior epidemia de dengue da história, com cerca de 1,6 milhão de casos, segundo o Ministério da Saúde, três vezes mais do que em 2014. A situação na região não foi diferente. Nas quatro principais cidades de circulação do Jornal o ECO (Lençóis, Agudos, Macatuba e Areiópolis) foram registrados 1760 casos, ou seja, de cada 69,76 habitantes da região, um teve dengue no ano passado. Entre as quatro cidades, Agudos registrou maior quantidade de casos, 710; Lençóis vem em na sequência, com 476 casos; seguida de Areiópolis, com 463; e Macatuba com 111.
AÇÕES
Em Lençóis e Agudos, além de Macatuba, que de acordo com informações da assessoria de imprensa da prefeitura ainda não registrou nenhuma caso este ano, o combate ao mosquito continua sendo feito campanhas educativas junto à população, monitoramento das áreas de risco, visitas dos agentes de saúde às residências, empresas e estabelecimentos comerciais, atuando no combate aos vetores e eliminando os possíveis focos do mosquito.
Em Lençóis, o principal foco é a campanha “10 Minutos Contra a Dengue”, que através de um checklist distribuído à população pelos agentes de saúde, traz orientações sobre como prevenir a proliferação do mosquito eliminando possíveis criadouros, dedicando apenas 10 minutos por semana para fazer uma varredura nas casas e nos quintais.
ZIKA
Desde a última terça-feira, quando o primeiro caso autóctone do zika vírus foi confirmado em uma gestante de Bauru, o que já era preocupante, colocou os municípios da região em estado de alerta. Foi o primeiro registro do tipo no estado de São Paulo.
A paciente, que tem 32 anos e está na 21ª semana de gestação começou a apresentar os sintomas no dia 25 de dezembro, mas a confirmação aconteceu apenas esta semana. Segundo Fernando Monti, secretário de Saúde do município, outros dois casos em gestantes estão sob suspeita.
MICROCEFALIA
A principal preocupação quanto ao zika vírus é em relação a sua associação ao recente surto de microcefalia em recém nascidos, filhos de mães que contraíram a doença durante a gestação. Em todo país, de acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, já foram registrados 3.893 casos suspeitos de microcefalia causados pelo vírus. A maioria deles, 3402, na região Nordeste, onde no início do ano passado houve uma forte epidemia. No entanto, 210 são referentes ao Estado de São Paulo.
BOTUCATU
A Secretaria de Saúde de Botucatu também confirmou na terça-feira, dia 26, o primeiro caso de zika vírus no município. O caso, porém, não é autóctone. A paciente, uma mulher de 56 anos, moradora do Jardim Paraíso, foi infectada na cidade de Cáceres, no Mato Grosso, após viagem feita no final do ano. A paciente não precisou ser internada e se recuperou em menos de uma semana. De acordo com a Vigilância Ambiental em Saúde, todas as medidas de investigação epidemiológica foram tomadas como forma de rastrear possível proliferação da doença.
CHICUNGUNYA
A Secretaria de Saúde de Jaú confirmou na quinta-feira, dia 28, o primeiro caso de febre chikungunya na cidade. Trata-se de um caso importado, contraído em Sergipe. O paciente é um homem (a idade não foi divulgada) que faz acompanhamento no Hospital Amaral Carvalho a cada seis meses, por conta de um transplante de medula óssea realizado há alguns anos.
O homem estava internado desde o dia 19. Após apresentar os sintomas, o exame foi solicitado. O caso foi confirmado no dia 22, mas a divulgação aconteceu apenas no dia 26, quando o paciente recebeu alta.
Segundo assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Jaú, agentes de controle de endemias iniciaram o bloqueio de controle de criadouros e bloqueio por nebulização na área ao redor do hospital.
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