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Tribunal de contas faz fiscalização relâmpago na merenda escolar
Proposta de trabalho é buscar irregularidades e garantir a boa alimentação dos alunos
Tribunal de contas faz fiscalização relâmpago na merenda escolar
FISCALIZAÇÃO - Fotos feitas pelo Tribunal de Contas mostram feijão com data de validade vencida na escola Fernando Valesi, em Macatuba -(Foto: Divulga
O Tribunal de Contas do Estado realizou na terça-feira (31), uma “operação relâmpago”, onde fiscalizou a merenda escolar em 200 escolas de todo espalhadas por todo o território paulista. Na Escola Municipal Alberto Christo, de Itapetininga, foi encontrado um escorpião entre os alimentos ali armazenados para a elaboração das refeições dos alunos. Em diferentes pontos do Estado encontrou-se inconformidade de cardápio, equipamentos mal conservados, alimentos fora do prazo de validade e problemas de higiene. Na nossa região, foram inspecionadas, pela unidade do TCE de Bauru, escolas de Lençóis Paulista, Avaí, Bocaina, Borebi, Duartina, Igaraçu do Tietê, Itaju, Jaú, Lucianópolis, Macatuba, Presidente Alves, São Manuel e Ubirajara. 
Na Escola Estadual Fernando Valezi, em Macatuba, foram encontrados feijão e batatas com o prazo de validade vencido, substituição de itens previstos no cardápio do mês em razão da falta de alguns produtos e carne com alto teor de gordura. Em Borebi, na Escola Estadual Professora Iracema Leite e Silva, cães e aves circulavam pelo refeitório. Também foram constatados problemas estruturais, como falta de prateleiras e gabinetes, além de sujeira no local de preparo da merenda. 
O diretor regional do TCE, José Paulo Nardone, afirma que além dos problemas pontuais, as unidades apresentaram, de forma geral, limitada oferta de qualidade (pão puro), falta de alvarás e condições precárias de higiene na cozinha e refeitório.
 
OUTRO LADO
A Prefeitura de Macatuba, através da assessoria de imprensa, afirmou que o relato inicial não apontou qualquer irregularidade no foco da fiscalização. “Os fiscais questionaram sobre modelo de compra dos produtos, condições de estocagem dos alimentos, sistema de preparo da merenda, quantidade de porções servidas e até laudo de funcionamento da cozinha. Eles fizeram observações pontuais, como armazenamento dos utensílios usados na cozinha da escola Fernando Valezi e controle dos alimentos. Mas nada de irregular foi constatado em Macatuba”, informou Lisandra Boso Prandini, nutricionista responsável pela merenda servida diariamente a 3,8 mil estudantes de escolas estaduais, municipais, creches, projetos sociais e ETEC. 
A nota distribuída ainda ressalta que Prefeitura é que gerencia a merenda escolar. Os alimentos são comprados com recursos federais, estaduais e municipais, sendo que a Prefeitura investe a maior parte. Enquanto o valor que vem do Estado e da União para a merenda escolar varia de R$ 0,30 (trinta centavos) a R$ 1,00 (um real) por aluno por dia (Macatuba recebeu R$ 373 mil do Governo Federal e R$ 159,8 mil do Governo do Estado para merenda escolar em 2015), a Prefeitura investiu mais de R$ 1,1 milhão na alimentação dos estudantes no ano passado.
Consultado por “O ECO”, prefeito de Borebi, Manoel Frias, disse que o único problema registrado pelos fiscais do TCE em relação à merenda escolar do seu município é a presença de um cachorro, que entrou no refeitório, mas não estava perto das crianças. “De fato, a presença do cão é errada, mas não existe problema de sujeira, alimentos mal conservados ou qualquer outras irregularidade” – disse, lembrando que tanto isso é verdade, que o Tribunal não adotou nenhuma medida punitiva.
 
LENÇÓIS
Em Lençóis Paulista a auditoria chegou de surpresa na escola municipal Maria Zélia Camargo Prandini, localizada no bairro Júlio Ferrari. O trabalho de Lençóis Paulista foi aprovado pelo órgão, conforme explicou a nutricionista responsável pela Cozinha Piloto, Celeide Marta Boso. “Fiquei muito satisfeita com os elogios por estarmos totalmente dentro do padrão. E o melhor é que o auditor acompanhou a nossa rotina diária, conferiu preparo, recebimento, distribuição, cardápio oferecido, a validade dos alimentos e também a aceitação das crianças”, disse. 
O Centro Municipal de Alimentação Escolar, popularmente chamado de Cozinha Piloto, fornece diariamente 18 mil refeições balanceadas, serviço que atende os alunos dos diferentes segmentos de Ensino, tanto da Rede Municipal quanto da Rede Estadual.
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