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Polícia Federal investiga 35 casos de pedofilia na região
Serviço especializado foi instalado em janeiro e atua através de informações obtidas através do rastreio da rede mundial
Polícia Federal investiga 35 casos de pedofilia na região
INVESTIGAÇÃO - Delegada Ana Carolina de Freitas Gholmie, que chefia a nova delegacia de crimes virtuais da Polícia Federal - (Divulgação)
Trinta e cinco suspeitos de prática de pedofilia digital são investigados pela Delegacia de Polícia Federal de Bauru, que atua em 57 municípios da região e em janeiro instalou sua equipe especializada no combate a esse tipo de crime. O grupo, liderado pela delegada Ana Carolina de Freitas Gholmie, recebe informações dos órgãos especializados da PF e passa a atuar para a localização dos criminosos e coleta de provas dos delitos. Esse trabalho antes era executados pelas diferentes equipes, mas agora passa a receber atenção especializada.
Os crimes de que se encarregam essa equipe são, normalmente, cometidos no ambiente virtual, através do armazenamento ou compartilhamento de imagens ou vídeos que expõem crianças e adolescentes para fins sexuais. As informações são passadas por grupos de investigação da PF sediados em São Paulo e Brasília, que atuam junto rede mundial de computadores e contam com o apoio de cooperadores internacionais. Aqueles órgãos especializados rastreiam vídeos e fotografias em redes sociais, sites, aplicativos de troca de mensagens via celular e diferentes programas de compartilhamento de arquivos, mesmo aqueles que funcionam sem a interveniência de provedores.
A atuação da PF em nada interfere na tarefa da Polícia Civil, de combater ao crimes de estupro ou assedio de crianças e adolescentes com os autores conhecidos. A atuação federal é relacionada aos crimes virtuais de pedofilia e à troca de arquivos criminosos. A delegada Ana Carolina destaca que a presença de uma equipe especializada representa um salto de qualidade no combate aos crimes virtuais e lembra que a presença de criptografias e a demora de comunicação dos delitos constituem dificultadores do trabalho, mas mesmo assim se localiza e aplica as penalidades àqueles que cometem esse tipo de crime, a maioria deles homens com idade entre 20 e 35 anos, indivíduos bem instruídos e com bons conhecimentos de tecnologia e informática.
Segundo a delegada, os casos têm aumentado em razão da popularização da internet e das redes sociais. “Esse material muitas vezes é produzido por quadrilhas que exploram e molestam as crianças, o que precisa ser combatido com firmeza” – disse Ana Carolina, lembrando que o cometimento dos crimes muitas vezes é identificado através do IP (endereço eletrônico) do computador na rede e a confirmação é feita através de busca e apreensão dos equipamentos, que passam por perícia. Quando o delito é encontrado, os responsáveis são alvos de inquérito e entregues à Justiça para o seu apenamento.
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