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Agudos terá a sua segunda cervejaria de marca nacional
Produção deverá começar com 60 mil litros-dia e chegar a 1 milhão; Ratinho é o “construtor” da parceria
Agudos terá a sua segunda cervejaria de marca nacional
PARCERIA - Ratinho com o empresário Agamenon e o ex-prefeito Carlos Octaviani; apresentador conheceu fábrica - (Foto: Divulgação)
A partir do primeiro semestre do próximo ano, a vizinha cidade de Agudos estará produzindo a cerveja Proibida, na versão puro malte. A programação é começar com a produção diária de 60 mil litros e ir aumentando até atingir 1 milhão de litros-dia. A informação é do empresário Agamenon Nascimento, proprietário da Cervejaria Agudense, que produz chope há dois anos e acaba de anunciar parceria com o empresário e comunicador Carlos Massa, o Ratinho, e a CBBP (Companhia Brasileira de Bebidas Premium), produtora da Cerveja Proibida. 
Anteontem, quando a reportagem de O ECO o procurou pelo telefone celular, Agamenon encontrava-se em São Paulo, acertando pormenores do empreendimento, que deverá se concretizar com financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). 
Segundo disse, ainda não está fechado o montante do investimento, mas a expectativa é que o negócio deva gerar entre 200 e 300 empregos ao longo de sua implantação. Além da Proibida, disse, há outros grupos também interessados em firmar parceria com a fábrica agudense, levando em consideração a sua disponibilidade de ampliação e, principalmente, a água do município, hoje uma verdadeira grife no mercado cervejeiro.
RATINHO
No dia 14 do mês passado, Ratinho esteve em Agudos para conhecer as instalações da Cervejaria Agudense, de Agamenon, e anunciou a sua entrada no negócio com o objetivo de produzir naquela cidade a cerveja que hoje anuncia com destaque em seu programa em rede nacional de televisão. O apresentador disse que, sabendo da boa qualidade de água de Agudos, levou ao empresário Nelson Morizono, dono da CBBP, a idéia de produzir no município a cerveja da marca e, sabendo que Agamenon já possui uma fábrica e autorizações ambientais de funcionamento, chamou-o para a parceria que agora se firma. “Vou participar dessa montagem, meus três filhos acompanham de perto meus negócios, mas eu também vou vir com frequência para Agudos. É a primeira vez que estou na cidade, mas já gostei bastante do que vi” – afirmou o empresário.
Segundo Agamenon Nascimento, Ratinho deverá ser o acionista majoritário no empreendimento de Agudos destinado à fabricação da Proibida, e sua presença será fundamental para impulsionar o negócio. “Temos todas as condições de produzir a cerveja com grande qualidade e atender firmemente o mercado nacional e até, um dia, exportar” – disse. 
INFRAESTRUTURA
Durante sua visita, Ratinho também encontrou-se com o prefeito Everton Octaviani (PMDB), que com ele firmou o compromisso de pavimentar o acesso da fábrica até o Parque da Pampulha e realizar gestões junto ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) para o asfaltamento da via que leva da indústria até a rodovia Marechal Rondon, com 1,3 quilômetro de extensão. A idéia é ter dois acessos, sendo um para a cidade, que servirá mais aos empregados da empresa, e o outro para a rodovia, cuja função maior será o recebimento de matéria prima e o escoamento dos produtos.
 
Agudos e sua vocação para produzir cerveja
A cerveja chegou a Agudos em 1951. No dia 18 de setembro daquele ano instalou-se a Companhia de Cervejas Vienenses, com tecnologia e capital austríacos, que em 1954 foi transferida para o controle da Brahma. Em 26 de maio de 1961, a Brahma inaugura aquilo que chamou de nova filial de Agudos, decorrente da incorporação da Vienense, que desapareceu. Muitas outras alterações se deram, produtos foram lançados e descontinuados, dando lugar a outros. Em 1999 fundiram-se Brahma e Antarctica, constituindo a Ambev, que hoje faz parte de um esquema mundial de produção de cervejas. A fábrica de Agudos recebeu muitos investimentos e hoje é uma das maiores do sistema. Tudo graças à boa água, que trouxe a Vienense há mais de 60 anos e conservou a Brahma até os dias atuais.
 
Proibida nasceu no Nordeste, mas hoje atua em todo país
A Proibida nasceu em Ceará, no ano de 2011, pelas mãos do empresário João Carlos Noronha, herdeiro do grupo João Santos, fabricante dos cimentos Nassau. Dois anos depois a empresa, cujo foco era abastecer o Norte e o Nordeste, onde a estação quente se estende praticamente por todo o ano, foi transferida para Nelson Morizono, o mesmo que Ratinho convenceu a vir para Agudos, que já foi dono de marcas como Monange, Doril, Benegrip e Biotônico Fontoura. Sob a nova direção, estendeu-se por várias capitais do nordeste e agora avança para outras regiões do pais.
A cerveja Proibida é pilsen, como a maioria das cervejas brasileiras (fórmula originária da cidade de Pilsen, na República Tcheca) e tem também a 100% malte, denominada puro malte, que será produzida inicialmente em Agudos. Atualmente as cervejas Proibida são produzidas no Ceará, na Bahia e em Frutal (MG).
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