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Prado busca alianças partidárias para sua candidatura a prefeito
Vereador diz pretender instalar na cidade uma forma “mais oxigenada” de administração pública, com o diálogo entre setores
Prado busca alianças partidárias para sua candidatura a prefeito
ELEIÇÃO - O presidente da Câmara de Lençóis Paulista, vereador Prado de Lima (Rede) é o novo pré-candidato a prefeito - (Foto: Divulgação)
O presidente da Câmara Municipal de Lençóis Paulista, vereador Anderson Prado de Lima (Rede) é o novo pré-candidato a prefeito. Seu nome foi lançado pelos dirigentes nacional e estadual do partido, Giovanni Mockus e Lelo Pagani (este, vereador e pré-candidato a prefeito em Botucatu), que estiveram semana passada em Lençóis Paulista para convidá-lo a disputar a sucessão da prefeita Bel Lorenzetti (PSDB). Prado recebeu ontem a reportagem de O ECO, para falar de sua decisão, do seu futuro político e daquilo que pensa em administração pública para o município. Adiantou que, apesar de ter aceito o desafio, a confirmação da candidatura ainda depende de tratativas com outros partidos, para a formação de um grupo que marche unido rumo às eleições de 2 de outubro.
 
O ECO – O que te leva a, num primeiro mandato, onde se fez presidente da Câmara, ser candidato a prefeito de Lençóis?
Prado – Eu agradeço a oportunidade de falar ao Jornal O ECO, uma mídia tradicionalíssima de nossa cidade, com mais de 70 anos de história. A resposta está na sua pergunta. Administração diferenciada. A Rede viu isso, sabe disso e tem acompanhado meu trabalho... Na semana passada, representantes das Executivas Nacional e Estadual do partido estiveram em Lençóis e me lançaram pré-candidato a prefeito do município. É um baque, quando a gente escuta isso vindo de cima para baixo, mas eu aceitei com naturalidade e compromisso, e sou pré-candidato a prefeito de Lençóis Paulista porque acredito em mudança, em renovação e, antes de renovação, eu acredito na oxigenação do poder. O poder precisa ser oxigenado em Lençóis Paulista para novas perspectivas, abertura de diálogo com setores da cidade. O que me leva a aceitar a candidatura é a vontade de oferecer para a cidade uma nova opção. Eu hoje estou na presidência da Câmara e da Acilpa, cargos administrativos, administro meu microempreendimento e tenho noção de causa de administração.
 
O ECO – No que oxigena Lençóis a sua entrada na disputa?
Prado – Acredito que a minha pré-candidatura já desperta a curiosidade de setores que nunca, nesses 16 anos de governo, experimentaram ou tiveram a possibilidade de ter uma abertura. Tem setores da cidade que historicamente tem força – o comércio, a prestação de serviços e outras categorias – que nunca estiveram no Executivo e nem na vice-prefeitura. Então, a minha entrada vem fomentar isso. Uma coisa é a cidade dialogar com um político que entrou na política ontem; outra coisa é dialogar com político que tem experiência de longa data, cujas verdades já são quase absolutas. Eu sou um político em experimentação, que prezo pelo diálogo, transparência e principalmente economia do dinheiro público. Quem me conhece de forma administrativa, principalmente frente à Câmara, sabe como eu lido com cada centavo do dinheiro público, indo desde uma luz acesa indevidamente até uma obra grandiosa do Poder Legislativo.
 
O ECO – Essa oxigenação talvez seja boa para a cidade. E para o Prado?
Prado – O Prado acredita que o dia deveria ter 48 horas (risos)... O Prado é uma pessoa que sempre gostou de trabalhar. Eu acordo trabalhando e durmo trabalhando. Essa rotina não vai mudar, seja como pré-candidato a vereador, a prefeito, como político ou representante classista. A rotina de trabalho continua sempre igual. As pessoas precisam se dedicar e ter com elas pessoas que entendam sua toada no trabalho. Se minha pré-candidatura se consolidar e eu for candidato a prefeito e me eleger, eu tratarei da comunidade lençoense da melhor maneira possível.
 
O ECO – Além da burocracia e das convenções, o que falta para consolidar a sua candidatura?
Prado – O partido manifestou a vontade de que eu seja candidato e eu aceitei. Agora precisamos buscar alianças. Uma andorinha sozinha não faz verão. Precisamos conversar com outras lideranças partidárias e a Rede está aberta para isso...
 
O ECO – Você quer encarnar o candidato de oposição ao governo que aí está. É isso?
Prado – Quem acompanha o meu trabalho de vereador sabe que sou um político legalista e moderado. Eu aponto, elogio e cobro. Serei oposição porque irei disputar possivelmente com o pré-candidato do PSDB, que é o atual governo do município. Isso me coloca do outro lado. Isso é natural. É obvio, que se eu estivesse junto com o PSDB talvez eu não fosse pré-candidato a prefeito.
 
O ECO - A oposição, na sua opinião, pode ter mais de um candidato? Isso seria viável?
Prado - Não, não é viável. Mas pode ser que aconteça. Como eu já disse, a Rede está aberta ao diálogo, é obvio que nós iremos procurar as outras pré-candidaturas elencadas pelos outros partidos. Podemos dialogar até com o PSDB. Não há problema dialogar com todos os partidos que já lançaram suas candidaturas. Eu acredito na discussão de idéias. Mas volto a insistir que uma andorinha sozinha não faz verão. A Rede nasceu ontem no município e não tem a força suficiente para alavancar sozinha – embora seja um momento de clamor por renovação – uma candidatura.
 
O ECO – Para o vereador Anderson Prado, com a reeleição praticamente garantida, não seria “mais barato” continuar vereador?
Prado – Nada acontece por acaso. Eu fui eleito na primeira vez que concorri, já assumi um cargo na Câmara (2º secretário), passaram-se dois anos e eu consegui alcançar a presidência da Câmara. Dentro da Câmara, entendo que eu já tenha dado a minha parcela de compromisso e trabalho pela cidade enquanto legislador. Eu e meu partido entendemos que na Câmara não tenha mais onde eu possa galgar. Então, o próximo passo é, se eleito, tentar implantar uma administração diferente, um novo jeito de governar, abrir as idéias para as discussões. Nós temos aqui em Lençóis um núcleo administrativo muito duro, que não dialoga com a oposição e com os vereadores da forma adequada. Eu penso que nesse momento, para oxigenação através da oposição o meu nome vem a contribuir, mesmo que evidentemente isso possa me custar a Câmara Municipal.
 
O ECO – Vagas de vereador existem 12 e de prefeito apenas uma. Você já pensou na possibilidade de não se eleger?
Prado – É uma possibilidade. Mas eu lembro que o Prado não foi e nunca será somente político. Eu represento uma entidade classista (ACILPA) e também trabalho com comércio através da minha revista, além de funções em outras ramificações da sociedade. Parar de trabalhar, eu sei que não vou. Nem que eu quisesse não conseguiria. Até o inicio de 2013, eu nunca possuí um cargo eletivo, mas sempre trabalhei. Meu trabalho vai continuar, não como vereador ou prefeito, no caso de não eleição, mas continuarei atendendo às demandas da cidade naquilo que me compete. Sou nascido em Lençóis, amo essa terra e, independente das eleições, não vou parar...
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