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Pais de alunos reclamam da cobrança de taxa para impressão de provas
Fato estaria acontecendo na escola Rubens Pietraroia; Diretoria de Ensino diz que contribuição seria espontânea
Pais de alunos reclamam da cobrança de taxa para impressão de provas
EDUCAÇÃO - Fachada de escola estadual Rubens Pietraroia; cobrança de taxa para impressão de provas gera polêmica - (Foto: Elton Laud/ O ECO)
O jornal O ECO recebeu reclamações de pais de alunos da Escola Estadual Rubens Pietraroia, em Lençóis Paulista, que questionam a cobrança de uma taxa que estaria sendo feita pela escola para impressão das avaliações aplicadas aos alunos. Alguns, inclusive, afirmam que no primeiro bimestre, quando o valor de R$ 2 teria sido cobrado pela primeira vez, apenas os alunos que haviam efetuado o pagamento teriam tido acesso às provas impressas em algumas salas, restando aos demais ter que copiar à mão todo o conteúdo. Por meio de nota, a Secretaria de Educação do Estado, disse que a contribuição era espontânea e teria sido uma iniciativa dos próprios alunos e pais. Extraoficialmente, O ECO teve informação de que as máquinas copiadoras que as escolas estaduais possuem estão paradas por determinação do Governo do Estado, por falta de recursos.
Segundo os pais com os quais a reportagem conversou - os nomes não foram divulgados para preservar a identidade dos alunos -, desde o primeiro bimestre deste ano, a contribuição de R$ 2 passou a ser pedida pela escola para ajudar nos custeio de suprimentos como toners e folhas de sulfite para a impressão das avaliações de todas as disciplinas.
Uma moradora do Parque Rondon, mãe de um aluno do sétimo ano do ensino fundamental e de uma aluna do segundo ano do ensino médio, revela que a justificativa para a cobrança é que a escola estaria enfrentando dificuldades em relação ao repasse de verbas por parte do Governo do Estado - responsável por aquela e outras cinco escolas da cidade - e que impressoras antes utilizadas para impressão das provas estariam fora de funcionamento.
"Entendo os problemas, mas não acho justo que os pais tenham que arcar com as consequências. São R$ 2, mas a escola é pública e, no meu entendimento, não tem que gerar custos aos alunos. Já pagamos nossos impostos e a educação para nossos filhos é um direito que temos", ressalta.
De acordo com uma moradora do Núcleo Habitacional Luiz Zillo, mãe de uma aluna do terceiro ano do ensino médio, apesar da alegação de que a "contribuição" não seria obrigatória, os pais sequer foram consultados antes da decisão da escola de fazer a cobrança.
"Acho que no mínimo uma reunião com os pais deveria ter sido feita para falar sobre o assunto. Se a escola está tendo dificuldades temos o direito de saber e até mesmo discutir se essa seria a melhor solução", comenta.
Uma moradora do Jardim América, mãe de um aluno do primeiro ano do ensino médio disse que talvez cobrar dos alunos não seja a melhor solução, mas não vê problemas em pagar os R$ 2. No entanto, contrariando o que nega a nota emitida pela assessoria de imprensa da Secretaria da Educação, destacou que teve acesso a informação de que alguns professores teriam entregue as provas impressas no primeiro bimestre apenas aos alunos que haviam pagado o valor cobrado.
"Na sala da minha filha, até onde eu fiquei sabendo, todos os alunos pagaram os R$ 2, mas me parece que isso aconteceu em algumas salas. Não acho que esta diferenciação seja uma postura adequada, principalmente dentro de uma sala de aula", ressalta.
Outra moradora do Núcleo, que tem filhos no sétimo e oitavo ano do ensino fundamental e no primeiro e terceiro ano do ensino médio, conta que uma de suas filhas é uma das que teve que copiar a prova por não ter pagado a taxa. Segundo ela, nem todos os professores adotaram essa postura, mas alguns não entregaram a prova para quem não havia pago. "Acho isso muito errado. Não é justo com quem não condição", comentou.
 
‘Impressora será consertada nos próximos dias’, diz Secretaria de Educação
Na nota emitida pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, a Diretoria Regional de Ensino de Bauru, além de alegar que a contribuição foi espontânea e a que arrecadação serviu para o uso de todos os estudantes, diz que "Todos os alunos foram consultados e a alternativa sugerida pelos próprios estudantes foi a arrecadação", diferente do que dizem os pais.
O texto segue dizendo que a "D.E não foi consultada pela escola sobre o problema com a impressora...nem sobre a arrecadação", e que quando tomou conhecimento da situação "orientou que se devolvesse o dinheiro aos alunos e que esse tipo de arrecadação não aconteça mais", além disso diz que a impressora "será consertada nos próximos dias".
A reportagem apurou extra-oficialmente que outras escolas teriam impressoras fora de funcionamento mesmo sem estarem quebradas, mas a nota se limita a dizer que "este é um caso isolado, já que atualmente as escolas estaduais estão imprimindo as atividades regularmente" e que "Há 10 mil impressoras patrimoniadas disponíveis para as escolas da rede estadual e que são utilizadas com o repasse direto de recursos".
Ainda segundo a nota, o dinheiro que tinha sido recolhido foi devolvido para os alunos. No entanto, alguns pais que doaram voluntariamente o dinheiro foram contra a devolução e pediram que uma reunião fosse marcada para a semana que vem com representantes da Associação de Pais e Mestres e da Diretoria Regional de Ensino para discutir o assunto.
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