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Pastor Claudio Aguiar é pré-candidato a prefeito de Lençóis
Pastor diz que não é situação, nem oposição, apenas quer escutar a população
Pastor Claudio Aguiar é pré-candidato a prefeito de Lençóis
O pastor Claudio Aguiar, da Igreja Evangélica Pentecosta Voz da Libertação, é o pré-candidato do PEN (Partido Ecológico Nacional) à Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista. Lençoense nato, viveu na cidade até 1 ano e meio, quando a família mudou-se para São Paulo. Em 1994 retornou à cidade, casou-se e aqui vive ate hoje. Aos 54 anos, 39 deles vividos no mundo evangélico, ele coloca se nome como opção política. Sua proposta é atuar de forma diferente aos políticos tradicionais.
 
O ECO – Já é certa a sua candidatura a prefeito de Lençóis Paulista?
Pastor – Houve um clamor do PEN (Partido Ecológico Nacional) e eu acabei acatando. Estou tendo o respaldo do partido e, nessa pré-candidatura, deveremos ter algumas parcerias.
 
O ECO – Sua candidatura seria de oposição?
Pastor – Eu não sou oposição e nem situação. É uma faixa nova. Sou população. Estou vindo pela população, porque o fato de ser pastor me dá a graça de poder entrar em muitas casas, levando o Evangelho, orando pelas vidas enfermas. Foi onde eu vi a necessidade de entrar pelo caminho da política para fazer mais jus à população. Eu vejo hoje muitos desempregados, enfermos, uma situação grave. 
 
O ECO – O que move a sua candidatura é essa necessidade constatada da população?
Pastor – Correto. Nós temos ajudado no possível, mas a situação apertou. Inclusive, eu tenho membros da minha igreja que foram para Santa Catarina, para Ibitinga, devido ao desemprego. Estamos vendo a necessidade do povo. É isso que nos move a entrar pela política.
 
O ECO – Em sendo prefeito, o que pretende fazer para resolver os problemas?
Pastor – Supostamente prefeito, pelo PEN, eu pretendo primeiramente agir sobre a Saúde. Estou com uma assessoria de 15 médicos, todos bem gabaritados, com mais de 15 anos de registro no CRM (Conselho Regional de Medicina), que vão fazer para mim um plano de governo na área da saúde. A primeira linha será a Saúde, a segunda é a atração de empresas. Não tirando o foco das que estão aqui, mas trazendo outras que possam processar as mercadorias aqui produzidas. Por exemplo, que possam fazer papel da celulose da Lwarcel e envazar o óleo saída da Lwart. Vamos convidar as empresas que já processam os produtos de Lençóis em outras cidades, para que abram filiais aqui e, com isso, dêem empregos à nossa população. Tenho certeza que essas empresas poderão ganhar muito na redução de custos de logística e transporte.
 
O ECO – O que mais?
Pastor – A terceira linha de atuação estará voltada para atender à necessidade dos jovens. Vamos criar um ponto, lugar físico para eles estarem, se conhecerem, para ter momentos de lazer.
 
O ECO – Nós já temos na cidade outros três candidatos declarados – o Marise, o Pita e o Prado – que já são políticos militantes. O Sr. busca um caminho ao lado deles, é uma outra opção, explique, por favor?
Pastor – Até o momento, eu sou café pequeno. Eles têm visibilidade porque já vêm de anos na política e eu não. Fora as famílias a quem eu vou orar, como pastor, conheço muitos evangélicos. A igreja evangélica em Lençóis é bem grande, chegando a quase 30% da população. Temos buscado por aí uma alternativa de aliança, e o povo está gostando da idéia de um pastor sair pré-candidato ao Executivo...
 
O ECO – Seria uma aliança evangélica?
Pastor – Não só evangélica. Eu tenho amigos espíritas que estão nos apoiando. Nos últimos dias conversei com um amigo padre que também vai me apoiar. Nós falamos com eles sobre aquilo que poderemos fazer se eleitos. A intenção é mudar a situação que está.
 
O ECO – Fala-se na crise econômica que atinge também as prefeituras, inclusive a nossa. Como o senhor pretende encarar essa crise?
Pastor – Eu creio que dá para contornar a situação. Se entrar lá (na Prefeitura) a intenção é fazer uma auditoria, rever valores dos salários dos diretores de cada setor, inclusive do prefeito. Temos de diminuir gastos, começando por aí, porque os postos (de saúde) estão sem remédio. A proposta é reduzir em 20% os salários do prefeito e diretores. 
 
O ECO – O presidente da Câmara e pré-candidato a prefeito defendeu, numa entrevista a O ECO, que a oposição tenha apenas um candidato. Como o senhor vê isso?
Pastor – Eu estou pronto para o que vier. O que vai nos fazer perante a população é aquilo que temos para oferecer. Por isso, estou vindo com propostas que vêm de encontro ao clamor do povo. Para mim, se tiver dois ou três candidatos, e a mesma coisa. Sinceramente, eu estou começando agora na política e eles já estão aí, com experiência. 
 
O ECO – O senhor vai procurar alguém para composição?
Pastor – Muito pelo contrário, já estão me procurando. 
 
O ECO – O senhor aceitaria deixar de ser candidato a prefeito para sair como vice?
Pastor – Já cogitaram isso, mas eu não aceito. Estou vindo para “pegar a caneta”. Eu sou candidato a prefeito ou não sou candidato a nada. 
O ECO – É vantagem ou desvantagem estar entrando sem experiência política diante de concorrente que já tem mandatos e carreiras políticas?
Pastor – Eu vejo como vantagem, porque eu sou uma pessoa que tudo o que teve é com luta, com sacrifício. Eu vejo minha situação como a passagem da Davi e Golias. Quem podia imaginar que Davi iria derrubar um gigante?
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