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‘Ou sou candidato a prefeito ou não sou nada’, diz Pita
Ex-presidente da Câmara, o médico Humberto Pita diz que mantém sua pré-candidatura, mesmo após o anúncio de Prado de Lima
‘Ou sou candidato a prefeito ou não sou nada’, diz Pita
EU VOU – Pita confirma que mantem intensão de disputar prefeitura de Lençóis; ‘Aqui, o vereador não representa nada’, disse - (Foto: Assessoria Câmara
Se depender do médico Humberto Pita (PRB) o grupo que hoje faz oposição à prefeita Bel Lorenzetti (PSDB) na Câmara Municipal de Lençóis Paulista pode ter dois candidatos à prefeitura da cidade. Isso porque, em entrevista ao O ECO, Pita disse que mantem sua pré-candidatura, apesar do atual presidente da Câmara, Anderson Prado de Lima (Rede) ter confirmado que também quer ir para a disputa. Mais do que isso, o médico afirma que não aceitaria o posto de vice, caso isso fosse oferecido pelo colega de oposição. “Ou sou candidato a prefeito ou não sou nada”, enfatiza Pita.
Diferente também do pensa seu colega Prado de Lima – que foi seu vice quando ele era o presidente da Câmara – que em entrevista publicada na quarta, por este ECO, que só existe espaço para um candidato na oposição, Pita acha que vários candidatos. “Eu já vi situações em que dois candidatos fortes brigavam e um em terceiro lugar distante; um com 25%, outro com 35% e ele com 3% dos votos ganhou a eleição”, declarou.
O médico disse ainda que não pretende ser mais candidato a vereador. “Ainda mais aqui, que o vereador não representa nada”. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
 
O ECO – Dr. Pita, o presidente da Câmara, ao lançar sua candidatura, nos deu uma entrevista onde fala, entre outras coisas, que vai trabalhar por alianças e o ideal seria um candidato único na oposição. O Sr. Continua candidato?
Pita – Eu sou candidato até o fim. Bem, candidato ainda eu não sou, sou pré-candidato. Mas, se depender de mim e do meu partido eu vou ser candidato...
 
O ECO - Mesmo que tenha mais de um candidato na oposição?
Pita – Eu não sei como isso vai se resolver. Mas eu sou candidato. Eu não tenho tempo de ficar “enrolando”... é um sonho, e eu quero ser candidato. Acho que é o momento de eu ser candidato. Se tiver dois, três ou mais, o povo escolhe. O povo tem esse direito. E os outros (pré-candidatos) também têm o direito de pleitear...
 
O ECO – O senhor já foi procurado para negociação, para compor? E caso seja, como o Sr vê isso?
Pita – Não fui procurado. Mas eu quero ser candidato a prefeito. Até porque se eu não for candidato a prefeito eu não quero ser nada. Isso já está muito claro para mim. Ou sou candidato a prefeito ou não sou nada... faço como o Jânio Quadro, que pendurou a chuteira.
 
O ECO – Caso o Sr. pendure a chuteira, embarcaria com outro candidato de oposição?
Pita – Eu fazer campanha? Ah, é muito difícil. Porque na minha atual idade (64 anos) e maturidade, eu não tenho vontade de ser vice. Você sabe o que é ser vice, não é? O vice muitas vezes não tem nem chave para entrar em nenhuma porta da Prefeitura. Eu já vi isso acontecer, o vice chegar e dizer ‘eu sou vice’, mas quem é o vice? Na constituição está escrito que vice é cargo de expectativa... Então, não tem cargo nem função e, aqui em Lençóis, nem salário. Ele ganha R$ 1200 reais. Eu não tenho vontade de compor no sentido de que eu não seja o candidato a prefeito. Se eu não for candidato por uma série de razões, desde a vontade de Deus até a minha própria, eu não vou ser nada e não vou participar de nada no processo eleitoral.
 
O ECO – Mas nesse caso não será candidato nem a vereador?
Pita – Não. Eu já fui duas vezes vereador em São Manuel, uma vez aqui, já sei tudo de vereador. Não tenho vontade de continuar sendo vereador. Ainda mais aqui, que o vereador não representa nada, não é?
 
O ECO - Por que não representa nada?
Pita – A prefeita faz o que quer. Ela nunca nos deu apoio em nada. O vereador aqui não tem voz. Pode ver, nós temos lá não sei quantos “quilos” de requerimentos e indicações e as respostas são sempre as mesmas: não tem, não tem dinheiro, não faz parte do plano... Não tem um trânsito, uma palavra que eu gosto de usar – namoro -, um afago, um carinho, onde se vai asfaltar uma rua ou plantar uma árvore e o vereador é avisado para que indique o serviço... Tanto que a prefeita tinha dez vereadores no começo e hoje ela tem quatro, pois não tem a vontade de somar com o Legislativo. Eu, sinceramente, não vou ser candidato a vereador de jeito nenhum. E a vice também não quero, porque eu sei como é o esquema, o vice não é coisa nenhuma.
 
O ECO – O senhor já escolheu seu vice?
Pita – Eu não tenho idéia de quem será o meu vice. Não tenho idéia de como os colegas que estão mais para oposição do que para a situação vão se posicionar. Eu concordo plenamente que o Prado se lance, como o Tipó deve se lançar. Para mim, todos deveriam se lançar. É possível que cem pessoas queiram ser prefeito nesse momento, mas eu não vou me compor no sentido de ser vice ou vereador, não quero. Espero conseguir para meu vice uma pessoa que também gostasse de política e da cidade, digna, honrada, homem, mulher, católico, espírita, evangélico, branco ou negro, não importa. Gostaria de ter alguém do povo.
 
O ECO – Alguns defendem que a oposição deva ter apenas um candidato a prefeito. O senhor também pensa assim?
Pita – A eleição é como uma corrida de cavalos. E numa corrida de cavalos o azarão pode ganhar. Eu já vi situações em que dois candidatos fortes brigavam e um em terceiro lugar distante; um com 25%, outro com 35% e ele com 3% dos votos ganhou a eleição. Os dois cavalos principais começaram a brigar e a se morder e o terceiro acabou ganhando a corrida.
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