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Frio aumenta queixas por problemas respiratórios
Pacientes procuram a UPA com queixas de asma, resfriado, bronquite e, principalmente, medo da gripe H1N1
Frio aumenta queixas por problemas respiratórios
PACIENTES - Escala de prioridades encaminha primeiro casos de urgência (Tiago Moreno/O ECO)
Diariamente, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lençóis Paulista atende entre 240 e 260 ou até mais pacientes. Com a chegada do frio aumentam entre 30% e 40% os casos onde a queixa é de problemas respiratórios, tais como asma, resfriado, bronquite e, principalmente, a suspeita da gripe A, decorrente da vacinação e da campanha intensiva e noticiário a respeito do mal, que pode matar. 
Segundo a enfermeira Lazara Fernandes, coordenadora de operação, em muitos casos, os pacientes temem estar acometidos pela gripe H1N1, o que acaba não se confirmando após os exames. “Mas nós atendemos a todos os que nos procuram” – afirma.
A UPA, pela definição, é destinada ao atendimento dos casos graves e considerados de emergência. Os portadores de problemas crônicos e de rotina devem ser atendidos pelas unidades básicas de saúde. No entanto, muitos procuram a UPA por saberem que ali o serviço funciona às 24 horas do dia e todos acabam acolhidos, mesmo quando não é o caso de urgência e têm mais facilidade para fazer os exames laboratoriais e de raio X. 
Para organizar o trabalho, utiliza-se o sistema de classificação de riscos “Manchester”, definindo logo na chegada os casos que exigem atendimento imediato, os urgentes (que podem ter até 30 minutos de espera) e os ambulatóriais, cujo encaminhamento pode se dar até entre duas e quatro horas. Esse sistema evita que pacientes não urgentes atrapalhem o atendimento dos graves, que carecem de encaminhamento imediato. 
Lázara Fernandes diz que, ao mesmo tempo em que o tempo frio aumenta os casos de doenças e suspeitas de problemas respiratórios, também ocorre a alteração da demanda. Ela fica reduzida ao amanhecer e aumenta partir da metade do dia, quando a temperatura se eleva. 
CUIDADOS
Com a chegada do frio, a população enfrenta oscilações de temperatura e baixa umidade relativa do ar. O ar mais seco aumenta a concentração de poluentes na atmosfera e, as baixas temperaturas e poluição do ar aumentam os riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares. As alterações climáticas desta estação nos predispõem a diversas doenças respiratórias como resfriado, gripe, crise de asma, bronquite, sinusite e pneumonia. Os principais vilões são os vírus respiratórios que causam o resfriado e a gripe, sendo transmissíveis por gotículas respiratórias. 
A população deve ficar atenta aos sintomas, procurar auxílio médico e nunca se automedicar.

A influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e 
autolimitada. Frequentemente é caracterizada por início abrupto dos sintomas, que são predominantemente sistêmicos, incluindo febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, mialgia e anorexia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza. A infecção geralmente dura uma semana e com os sintomas sistêmicos persistindo por alguns dias, sendo a febre o mais importante. As pessoas atingidas por estes sintomas devem procurar ajuda médica.
 
FRASE
"Ao mesmo tempo em que o frio aumenta os casos de doenças e suspeitas de problemas respiratórios também sofrem alteração na demanda", Lázara Fernandes, enfermeira coordenadora de operação da UPA.
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