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Geada faz preço de verduras e legumes subir
Produtores e revendedores revelam que chuva das últimas semanas também prejudicou a produção
Geada faz preço de verduras e legumes subir
PERDAS - Vicente Antonio Felisberto mostra o estrago que a geada fez no canteiro de alface
A frente fria que fez com que Lençóis Paulista e boa parte da região amanhecesse coberta pela geada na última segunda-feira (13) proporcionou belas imagens, como há tempos não se via. Mas as baixas temperaturas, que estiveram perto de zero grau - 0,3 graus em alguns pontos da zona rural, segundo medições feitas pelas Ascana (Associação dos Plantadores de Cana do Médio Tietê) -, prejudicaram algumas lavouras e causaram perdas aos produtores rurais.
Em Lençóis Paulista, o prejuízo aparentemente não foi tão grande, como apurou a reportagem do jornal O ECO, que visitou algumas hortas e conversou com os agricultores, mas em outras localidades dos estados de São Paulo e Paraná, que produzem boa parte das verduras, legumes e frutas revendidos na região - e no Estado -, o estrago foi grande, segundo alguns revendedores, e as perdas na produção já começam a refletir no aumento dos preços dos produtos nas prateleiras dos estabelecimentos.
Ontem, o preço do pé de alface custava entre R$ 3 e R$ 4 nos estabelecimentos pesquisados. O quilo do chuchu que em maio do ano passado era comprado a R$ 0,50 pulou para R$ 5,00. O quilo da abobrinha foi encontrado entre R$ 7 e R$ 10 e a vagem a R$ 19,90, mesmo preço do quilo de contrafilé.
Segundo Alessandro Luvizutto, gerente de um supermercado local, além das geadas que atingiram diversas regiões, os longos períodos de chuva afetaram a produção dos hortifrútis nas últimas semanas e ocasionaram elevação nos preços. "A gente tenta retardar o máximo possível o repasse desses aumentos aos consumidores para não afetar tanto as vendas, mas ele acaba sendo inevitável. O que mais sentiu os reflexos dessas mudanças climáticas foram as folhagens que devem subir mais. Já os legumes a variação deve ser menor. Depende muito da situação da região onde são produzidos", revela.
Nelson Kamimura, proprietário de uma quitanda, diz que a ocorrência das geadas acaba refletindo tanto nas regiões que foram afetadas quanto nas demais, porque, na falta de produção em uma localidade, os revendedores passam a procurar os produtos nas regiões que não tiveram prejuízos na produção. "Se a procura aumenta a oferta diminui, e com isso o preço sobe", explica o comerciante, que completa dizendo que o impacto maior no aumento dos preços ainda sequer está sendo sentido pelos consumidores.
"Evitamos ao máximo alterar o preço de imediato, mas os produtos acabam perdendo um pouco em qualidade quando isso acontece. A tendência é que os preços se elevem mais nos próximos 15 dias, quando, de fato, teremos um problema com as hortaliças que sofreram agora com a geada. Não vai ter produção suficiente e com isso os preços vão subir", explica Kamimura.
 
Além da geada, a chuva afetou os produtores de Lençóis
Em Lençóis Paulista, alguns produtores tiveram perdas consideráveis por conta da geada. O produtor Vicente Antonio Felisberto, que há 16 anos mantém uma horta na região do Progresso, conta que comercializa seus produtos para supermercados, restaurantes e também para a prefeitura municipal (cozinha piloto) e que parte da produção de sua horta foi perdida na madrugada de domingo para segunda.
"O prejuízo maior foi com o alface. Muitos pés queimaram e não tem o que fazer. Não tem como entregar para os clientes nessa condição. Nem parei ainda para contabilizar, mas foram muitos pés perdidos, além do pimentão, da berinjela que também estragaram bastante", lamenta Felisberto.
O aposentado Norival Maganha, que tem uma horta há mais de 15 anos na Vila Antonieta, disse que teve sorte e não perdeu nada com a geada. "Sempre protejo os canteiros com sombrite (uma espécie de tela) durante a noite, por conta da chuva, que se vier em excesso prejudica bastante. Foi o que salvou, porque senão teria queimado tudo. As parreiras de chuchu que não estavam protegidas ficaram todas amareladas", comenta Maganha.
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