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Preço do feijão dispara e chega a R$ 15 o quilo
Chuva, seca e diminuição na área de plantio elevou o preço do feijão carioquinha em quase 200% em um ano
Preço do feijão dispara e chega a R$ 15 o quilo
EM ALTA - Preço do feijão dispara e chega a R$ 15 o quilo; clima e diminuição na área de plantio são os fatores - Foto: Everton Carpanezi
Prato típico do brasileiro, o arroz com feijão subiu tanto que está assustando o consumidor. Nos supermercados, o feijão carioquinha, o mais consumido no País, foi encontrado ontem por R$ 15 o quilo. Em maio de 2015, na pesquisa de cesta básica realizada pelo O ECO, o preço era de R$ 4,70 o quilo. Já o arroz tipo 1 apresenta alta na casa de 50%. Segundo a pesquisa do jornal, em 12 meses o preço do pacote de arroz de cinco quilos saltou de R$ 10,49 para R$ 15,90. O alface custava R$ 1,97 em maio do ano passado e ontem foi encontrado a R$ 4 o pé.
A disparada nos preços está ligada ao clima - chuva demais, chuva de menos, frio e até geada. No caso do feijão, o clima não o único fator que puxou o preço para cima já que os produtores também diminuíram a área de plantio e o feijão cedeu lugar para a soja e o milho. 
“O preço do feijão subiu porque o produto está em falta. O Paraná é o maior produtor de feijão do Brasil e sofreu com o excesso de chuva. Em outros dois importantes estados produtores, Minas Gerais e Mato Grosso, faltaram chuvas. Isso há dois meses”, explica o gerente da Safra Sul Alimentos, Daniel Ferreira Filho.
Outro fator que fez diminuir a oferta, segundo Ferreira Filho, é que este ano foi registrado o menor plantio da história de feijão. Os produtores preferiram plantar mais soja e milho, que estão com preço melhor e têm risco menor. “O feijão é mais delicado porque se chover no período da colheita, complica e perde. A próxima safra de feijão será em agosto, mas não deve fazer o preço cair. Esta semana o frio foi intenso, geou e isso vai se refletir na próxima safra. Pode até baixar um pouco, mas nada muito significativo. O mercado acredita que o preço vai ficar alto o ano todo”, explica.
O outro vilão do prato do brasileiro é o arroz que vem apresentando altas frequentes. O Rio Grande do Sul, que produz e abastece quase todo o País, teve muita chuva e a safra que está terminando de ser colhida apresenta queda de produção na casa de 30%. “O arroz pode chegar a R$ 20 o pacote até o final do ano”, pontua o gerente da cerealista. 
 
FALA POVO
Você percebeu a alta nos preços dos hortifrútis e do feijão?
 
“Eu percebi a alta sim, principalmente no preço da batata e do feijão que influencia muito no orçamento e a gente precisa procurar outras alternativas para que a compra do mês não fique tão alta”,
Natália Aparecida Rodrigues, assistente de marketing
 
“Tudo subiu. Eu fiz compra a semana passada e voltei hoje (ontem) e já está tudo mais caro. Compro fruta toda semana e está um absurdo o preço da maçã, mamão, banana. Isso sem falar do feijão, do leite...”,
Mariza Germano, dona de casa
 
“Os preços estão subindo continuadamente, todo dia que você vem no supermercado e tem preço novo. Para mim, o que mais influencia são os preços da batata, feijão, cebolas e frutas”,
Celso Pelegrin, aposentado
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