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Técnicos do IPT vêm estudar a questão das enchentes
Estudos devem propor alternativas para enfrentamento do problema; uma das possibilidades é desapropriação
Técnicos do IPT vêm estudar a questão das enchentes
Prefeita Bel Lorenzetti informou que Estado homologou convênio da prefeito com IPT; estudo vai servir de base para traçar medidas de prevenção
O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, teve homologado o convênio assinado com a Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista, para levantamento de dados da pluviometria local, levantamento e avaliação do comportamento hidráulico da bacia de contribuição do Rio Lençóis e avaliação do sistema de bombeamento na Vila Contente. Os trabalhos estão orçados em R$ 140 mil, sendo R$ 126,6 mil do Estado e R$ 13,4 mil da Prefeitura. A prefeita Bel Lorenzetti (PSDB) disse ontem a O ECO que aguarda comunicação da data da vinda dos técnicos ao município para o inicio dos trabalhos.
A prefeita tem a expectativa de que com a vinda dos técnicos e seus estudos sobre o comportamento do rio em seus diferentes pontos, se tenha o conhecimento daquilo que a cidade poderá fazer para se livrar dos desastres que a acometem ciclicamente. Disse, no entanto, que não existe o que garanta que não vamos ser atingidos por uma nova enchente, principalmente, pois se o problema foi causado por excesso de água – como diz o laudo do DAEE – nunca estaremos livres. “A única maneira de livrar as pessoas é tirando elas de lá” – afirmou.
 
PROMOTORIA
A promotora Debora Orsi Dutra, que está convocando a audiência pública para tratar da enchente, no dia 5 de julho, adiantou a O ECO que, pelo visto nos pareceres técnicos, não viu como juridicamente responsabilizar alguém (donos de represas) por conta do que aconteceu.
Disse que a audiência servirá para expor a questão à população e, ao mesmo tempo, colher sugestões na questão de prevenção. Ela também espera pela vinda dos técnicos do IPT para estudar soluções, mas tem como certa uma conclusão: é a desapropriação que vai resolver, a longo prazo, o problema. “Tem que tirar as pessoas da margem do rio, porque vai encher mesmo; não digo como o que aconteceu agora, mas vai encher. O rio tem que ter aquele espaço”,  disse, referindo-se à área das laterais naturalmente ocupadas pelas cheias. 
Dentro do quadro de busca de soluções, o MP também espera com a audiência pública, colher informações que possam ser úteis no encaminhamento do problema. Já se discute questões como, por exemplo, a constituição e as funções da Defesa Civil, e a presença mais próxima – já declarada pelo DAEE – dos técnicos junto às represas e seus controladores para garantir o cumprimento dos procedimentos técnicos e, com isso, diminuir o risco à bacia hidrográfica.
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