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Prefeitura suspende o auxílio-transporte e estudantes reclamam
Justificativa é a queda de arrecadação municipal e os estragos da enchente, manifestação está marcada para a próxima quinta
Prefeitura suspende o auxílio-transporte e estudantes reclamam
Em comunicado, prefeita Bel anuncia que não vai oferecer auxílio-transporte este ano
Em comunicado oficial distribuído na quinta-feira 4, a prefeita de Lençóis Paulista, Bel Lorenzetti (PSDB), informou que não vai pagar o auxílio-transporte em 2016 e atribui a decisão à crise econômica que se abate sobre as finanças municipais – não só de Lençóis mais de todas as prefeituras – e à enchente que castigou o município e criou novas obrigações para a recuperação dos estragos e socorro às vítimas. Em 2015, a Prefeitura investiu R$ 1.372.367,95 e atendeu 949 estudantes universitários de graduação, pós-graduação e doutorado.
A notícia foi postada no facebook do Jornal O ECO, gerou repercussão e os estudantes questionaram a decisão e não aprovaram a medida tomada. Nas postagens, eles sugerem que a Administração faça outros cortes. Mesmo em férias, os estudantes mobilizam-se contra a medida através das redes sociais. Está prevista uma manifestação para a próxima quinta-feira, às 18h, junto ao paço municipal. Naquela noite, a Câmara Municipal estará fazendo a sua sessão ordinária da semana, transferida da segunda para a quinta-feira em razão do Carnaval. 
Vivian é estudante do quarto ano de psicologia e sua filha cursa ciências contábeis na Faculdade Anhanguera, em Bauru, e disse ao O ECO que se não conseguir o benefício elas vão precisar trancar a faculdade. Segundo Vivian, o transporte deve custar entre R$ 320 e R$ 340 este ano.
O comunicado explica que em setembro de 2015, quando concluiu o orçamento para 2016, apesar das projeções de uma economia ruim devido à crise econômica brasileira, a Administração fez constar um valor pequeno para o auxílio-transporte, com a esperança de que em 2016 houvesse melhora na arrecadação e pudesse destinar mais recursos para essa finalidade. Ainda segundo o comunicado, a melhora não aconteceu. Em janeiro, a arrecadação do município foi pior do que a de janeiro de 2015. Destaca que outro fator importante são os efeitos do desastre ocorrido no dia 12 de janeiro que estragou prédios públicos, particulares e deixou desalojados.
A nota diz ainda que diante da alteração de todo o cenário local, a Administração Municipal foi obrigada a realizar um novo planejamento para as ações deste ano. Em outro trecho, diz que “É uma decisão que traz tristeza e frustração à Administração Municipal, e exigiu coragem. Mas foi tomada com responsabilidade e respeito ao conjunto de necessidades do nosso povo. Fica a esperança de mudanças, em breve, para melhor”. Procurada pela reportagem, a assessoria da prefeita Bel informou que ela não estava na cidade e, portanto, não poderia dar entrevista.
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